Arquivo mensal: dezembro 2011

Review: Baka to test to shoukanjuu

Em meio a tantas dúvidas sobre o que escrever, e como escrever, decidi sentar-me em frente ao computador e encarar o Word para escrever sobre Baka to test to Shoukanjuu. Antes de começar, um aviso. Este texto abordará as duas temporadas da série. Não falarei de OVAS ou de especiais. Agora, vamos ao texto!

Baka to test to Shoukanjuu é um anime baseado na série de light novels homônima, que também tem versões em mangá. A série conta a história de uma escola que separa suas turmas de acordo com o nível dos alunos, a academia Fumizuki. As turmas vão de A a F, da melhor para a pior. Quanto melhor a turma, melhor a estrutura e as instalações de sua sala. Os alunos são direcionados à suas turmas por um teste realizado antes das aulas.

Existe também um sistema de batalhas entre os alunos no qual eles invocam um ser para representá-los. Esses seres têm seus pontos, que estão diretamente ligados às notas do aluno. Neste sistema as classes podem desafiar umas as outras para obterem melhores instalações.

A história é mostrada na visão dos alunos da classe F, a pior da escola. Entre eles, a bela Himeji Mizuki, uma aluna exemplar que foi parar na pior turma por ter passado mal durante o teste, Kinoshita Hideyoshi, um garoto com feições femininas, Kouta Tsuchiya, que vive tirando fotos das garotas bonitas da escola, e Shimada Minami, que é uma das personagens mais estressadas da série. Minami tem uma relação conturbada com Yoshii Akihisa. Akihisa, o protagonista fracassado, tem uma grande amizade (e uma relação bem engraçada) com Sakamoto Yuuji. Yuuji, por sua vez, é sempre perseguido pela aluna da classe A Kirishima Shouko, que se diz apaixonada por ele. Shouko é uma assassina potencial, ama Yuuji desde a infância, e faz de tudo para ficar com ele. Provavelmente a personagem mais carismática da série.

Acho que nem preciso explicar qual o grande destaque da série, né? Claro, as personagens. São muitas, muitas mesmo, mas todas muito carismáticas e engraçadas. Impressionante como conseguem fazer cenas cômicas com todas elas, levando em conta suas personalidades e características. É bem difícil escolher uma personagem favorita, e mais difícil ainda é não gostar delas. Personagens loucas, diferentes, engraçadas.

Baka to test to Shoukanjuu é um anime de comédia que sabe utilizar muito bem os seus recursos. Mesmo que a série, em grande parte do tempo, ignore um pouco a história central. Muitos podem achar a comédia da série meio clichê, mas garanto que não é. As personagens são únicas, e tornam o humor da série único também. Esta é uma daquelas obras que utilizam todos os seus recursos, e de qualquer situação, para tirar boas risadas do espectador. Um dos animes mais engraçados que já assisti.

Quanto à primeira temporada, ótima. Os dois primeiros episódios são meio lentos, e não são tão engraçados, talvez por seguirem a história à risca demais. Depois a série melhora, e muito. Talvez o terceiro episódio ainda não convença o espectador, mas já representa uma melhora significativa. A partir do quarto então, você vai se pegar dando boas risadas e se divertindo muito.

A história central, referente aos problemas escolares e os exames, está presente em quase todos os episódios, mas escondida, de uma maneira quase imperceptível. As cenas de humor e as relações entre os personagens, sejam amorosas ou apenas de amizade, são mais perceptíveis. Aliás, essas relações criam cenas cômicas ótimas! E os dois primeiros episódios, os mais chatos, são mais focados na história principal. Mas em compensação, os dois últimos são um espetáculo, mesmo sendo mais fiéis ao enredo.

Já falando da trilha sonora, a abertura da primeira temporada é daquelas a que você deve se acostumar. Na medida em que vai assistindo, vai gostando mais. E combina bastante com o anime. A mesma coisa se aplica para o segundo encerramento. O primeiro encerramento é bem interessante, e as cenas nos mostram os personagens de uma maneira mais séria. Musicas de fundo bem encaixadas.

A arte é agradabilíssima, e combina perfeitamente com a história do anime. A animação também não fica atrás, cumpre muito bem o seu papel no anime. Agora falarei da segunda temporada, “Baka to test to Shoukanjuu Ni!”. Ela nem de longe decepciona, mas também não impressiona. A primeira temporada é definitivamente melhor.
Não que a segunda temporada seja ruim, claro que não. Mas o que acontece aqui é uma inferioridade em relação à primeira em um dos principais aspectos da série, a comédia. Baka to test to Shoukanjuu Ni não é tão engraçada quanto a primeira. Mas mesmo assim tem vários momentos que tiram risadas do espectador.

A segunda temporada permanece com a mesma história, sem nenhuma mudança drástica. Ela se foca mais no triângulo amoroso formado por Akihisa, Himeji e Minami do que na primeira temporada. Talvez se foque até demais. Também mostra um pouco do relacionamento entre Shouko e Yuuji, mas nem sempre de maneira tão cômica. Mais uma vez, os últimos episódios se mostram excelentes, porque assim como na primeira temporada, misturam o humor com a história e um clima de tensão. Também temos um episódio que nos mostra a infância de Shouko e Yuuji, que embora esteja um pouco deslocado na série, era necessário, mesmo que em outro momento.

A arte e a animação continuam do mesmo jeito. Quanto à trilha sonora, continua aquela questão de adaptação às musicas, embora a abertura soe mais agradável do que a da primeira temporada.

A segunda temporada é muito boa, mas não tanto quanto a primeira. Baka to test to Shoukanjuu é um ótimo anime, e merece a sua audiência. Agora ficaremos na expectativa de uma possível terceira temporada.

Temporada de Animes Janeiro 2012: Análise pré-estreias

Em janeiro, como sempre, temos uma nova temporada de animes chegando. Eu não acompanho uma temporada de animes desde março, e não termino um anime de uma desde Outubro, mas curiosamente, o blog me motivou a escrever sobre uma, e isso coincidiu com uma volta a motivação pra pegar um anime e assistir. Então, nesse post irei falar as impressões iniciais que a lista de animes me deu.

(clique na imagem e depois, aumente para vê-la com o tamanho original)

Antes de tudo, eu não tenho um conhecimento muito grande quanto a estúdios, orçamentos, seiyuus ou diretores, para fazer uma previsão mais acurada de um anime. As opiniões geralmente não envolverão esses fatores.

Segundo essa lista, teremos vinte e quatro animes novos sendo lançados pra TV durante o mês de janeiro. (Sim, tem 28 animes na lista, mas 3 já estrearam e um estreia em fevereiro. Como nenhum me interessa, preferi não comentá-los) A primeira coisa notada por mim foi que há um número de continuações bastante alto. Dessas 24, são sete, mais um re-run de Nichijou e a versão para TV de Black Rock Shooter. Ou seja, teremos 15 animes que são algo de novo em animação. Desses quinze, três são baseados em um mangá 4-koma (de tirinhas em quatro quadros),  4 são baseados em mangás “normais” , um é baseado em um web-mangá, três são baseados em Light Novels (Livros com uma linguagem fácil, geralmente ilustrados com imagens estilo mangá), um é baseado em um livro e três são produções originais.

Quanto as continuações, algumas são provavelmente bem esperadas, como a continuação do aclamado Bakemonogatari, o novo anime do famoso Prince of Tennis e a quarta temporada de Natsume Yuujinchou, que já é um anime bem reconhecido. Outras devem ter agradado um bom numero de pessoas também, como a quarta temporada de Zero no Tsukaima, e a continuação de Amagami SS (Anime que eu, particularmente, não gostei). Dessas, eu vou assistir somente e talvez, Zero no Tsukaima, que eu vi há dois anos e meio…

Das outras obras, poucas me interessaram. Farei alguns pequenos comentários sobre as séries que pretendo ver, em ordem de prioridade.

Area no Kishi

O mangá mais “mainstream” virando anime, Area no Kishi, da Shonen Magazine é um mangá que gosto bastante. Porém, as imagens disponíveis do anime foram…. decepcionantes. O estúdio também não me parece muito bom, mas quem sabe o anime não surpreenda. Esse eu vou conferir obrigatoriamente, mesmo que sem altas expectativas. Mas puramente pela história, ele é muito bom.

Another

Achei a premissa da série bem interessante, e a arte da série parece bem feita. O estúdio é o mesmo que fez Angel Beats, e isso não é ruim. A história é baseada em um livro (Que deu origem a um mangá publicado na Young Ace) feito pelo marido da autora de Shiki (O livro), que deu origem a um de meus animes favoritos. Isso é bem curioso e me deu vontade de ler o mangá/assistir o anime. Não estou 100% certo de que vou conferir, mas me parece um bom anime. Acho que é o único que foi um pouco hypado pelo fandom, veremos se com razão.

Danshi Koukousei no Nichijou

Um anime slice of life da Sunrise por si só já é algo curioso. As informações dadas fazem parecer que é uma boa comédia, e tem como diretor o diretor de Gintama! Há boas chances de sair algo bom. Essa é a última série com chances altas de eu ver.

Ano Natsu no Matteru

AnoHana (Não, não escreverei o nome inteiro aqui) foi um anime que fez bastante sucesso no fandom, e que eu gostei, mas ainda não terminei. Essa obra é do mesmo diretor, e isso já é algo que me interessou. A arte pareceu bonita também. Não sei se vou ver, depende do meu humor, mas tem chances de ser um bom anime.

Brave 10

É o anime de porrada da temporada. Não tenho muito interesse, mas talvez eu veja por curiosidade.

Mouretsu Pirates

Eu não espero nada dessa série, mas não duvido que ela possa ser um anime bem divertido. É difícil que eu veja, mas se os comentários forem positivos…

Essas são as 6 séries que tem alguma chance de serem assistidas por mim, sendo que provavelmente só duas ou três serão de fato. Não há muitas obras que despertam expectativas, e os animes originais, que normalmente são o que eu mais procuro, não me agradaram a primeira vista. Veremos como ela vai se desenrolar.

Recomendação da Semana: Mirai Nikki (Ou “A Yandere e o Inútil”)

Olá a todos… os mosquitos que estão perto de mim enquanto digito este post. Continuando as recomendações semanais hoje, já que o Daisuke falou de NHK na última, falarei de um mangá que foi publicado na mesma revista (A Shonen Ace): Mirai Nikki.

Mirai Nikki, é um mangá de Esuno Sakae, com a duração de 59 capítulos, compilados em 12 volumes. É de um gênero de mangá que eu gosto bastante, que é o de Survival Game (basicamente, um mangá cuja história envolve um personagem sendo jogado em uma competição ou algo no estilo, valendo a própria vida. Outros exemplos são Battle Royale ou Enigma). Foi isso que me fez querer ler a obra.

Prosseguindo, Mirai Nikki (Que, numa tradução livre, seria “Diário do Futuro”) conta a história de Amano Yukiteru, um garoto antisocial que tem o hábito de registrar todos os acontecimentos por ele presenciados em seu celular, como em um diário. Só que numa manhã, ao acordar, ele vê que os acontecimentos daquele dia já estavam escritos em seu

celular. Obviamente, no começo ele não acredita, mas conforme o dia vai seguindo, ele percebe que o que estava escrito realmente aconteceu. Pouco depois, ele descobre, por meio do que ele pensava ser seu amigo imaginário, Deus Ex-Machina (Sim, é esse o nome!) que ele é um dos 12 participantes de uma competição organizada por Deus para decidir quem seria seu sucessor, e que se o diário dele fosse destruído, ele morreria. Os outros participantes também possuem um diário cada, mas cada um dos diários prevê o futuro de forma diferente. Uma das participantes é Gasai Yuno, uma garota que é OBSESSIVAMENTE apaixonada por Yuki. Não se atreva a chegar perto dele se você valoriza sua vida.

A partir daí, a história se desenvolve, mostrando a competição e o confronto entre Yuki e os outros 12 portadores de diário. A narrativa do mangá é bem feita, a leitura passa rápido e algumas cenas são bem empolgantes. Mais ou menos na metade do mangá, ele engrena bastante e faz você querer ler vários capítulos em sequencia. Os outros personagens são bem únicos e estranhos, e as formas como cada um luta e como cada diário funciona são bem criativas. O traço não é fantástico, mas conta a história de uma forma bem favorável, e consegue criar cenas muito bonitas, e talvez até épicas.

O mangá não é uma obra-prima, apesar de tudo. O enredo é mal-conduzido em diversos momentos, há situações na obra que se forem lidas com um senso crítico maior podem acabar incomodando. Foi mencionado antes que o mangá engrena na metade, mas esse ritmo não se mantém sempre, tendo partes mais entediantes e o final, apesar de não ser ruim, não é nada… especial. Mas se você não estiver esperando uma obra genial e se gosta de Survival Games, você irá se divertir bastante lendo Mirai Nikki.

PS: Mirai Nikki ganhou uma adaptação em anime recentemente, em outubro, que ainda está sendo exibida. Eu não a vi, então não posso dizer nada quanto a qualidade da mesma.PS²: Uma Yandere seria uma personagem que é tão apaixonada por outro personagem que chega ao ponto de ser obsessiva, frequentemente violenta e geralmente de mente perturbada. Ou seja: A Yuno.

Review: Black Cat

Tenho uma missão difícil pela frente… Falar do meu mangá favorito. Black Cat é um mangá de Kentaro Yabuki, originalmente publicado na Shonen Jump, que contém 185 capítulos e 20 volumes encadernados. Em 2005 ganhou uma adaptação para anime… Uma adaptação que eu não recomendo. Ou melhor, recomendo sim. Recomendo que assistam os seis primeiros episódios antes de lerem o mangá.

Escrever sobre Black Cat é uma tarefa árdua, sem duvidas. O anime teve modificações relevantes quanto à história do mangá. Personagens que aparecem em momentos diferentes e vilões que surgem do nada, por exemplo. Tenham em mente que esta é uma resenha do mangá.

Black Cat conta a história de Train Heartnet, um sweeper (ou Soujiya). Isto é, um caçador de recompensas. Train caça os bandidos com ajuda de Sven Vollfied, personagem importantíssimo na trama, e que costuma construir ferramentas para ajudar no trabalho de sweeper. Mais tarde, a pequena Eve, que pode transformar partes de seu corpo em objetos, e era utilizada como arma por um bandido, se junta a eles, e Rinslet Walker, uma ladra, participa com frequência.

O protagonista não é apenas um caçador de recompensas. Train era um mercenário a serviço da organização secreta Chronos. Dentro desta organização existem os Chrono Numbers, assassinos profissionais que são numerados individualmente. Que fique claro que estes números não têm relação com capacidade ou habilidade de cada um. Train Heartnet era o número XIII (treze), e era conhecido como Black Cat. Com este título o mesmo tornou-se uma lenda. Todos o temiam, e muitos ainda temem.

Como mostrado no anime (uma das poucas coisas boas), Train foi “tocado” pela sweeper Minatsuki Saya. [Se você pretende ver apenas o anime, que não é recomendado, não leia esta parte. Se for ler o mangá, não há problema] Os dois construíram uma bela relação, até o momento em que o vilão da série, personagem obsessivo pelo protagonista Train, Creed Diskenth, ataca Saya, a matando. Após isso ele acaba por abandonar a Chronos. [Fim do spoiler sobre o anime] Acredito que isto é o máximo que posso falar sobre o enredo da série.

Black Cat tem momentos realmente engraçados. A personalidade do protagonista, por exemplo, contribui bastante para isso. As lutas também são ótimas.

Embora seja um mangá shonen que adota vários clichês, aqui vemos um grande, e excelente elenco de personagens, além de ótimos poderes e habilidades que eles possuem. Personagens realmente excelentes. Desde os protagonistas, aos coadjuvantes, todos cativantes. O elenco feminino também é um show a parte.

Quando Black Cat vai aproximando-se de seu final, fica cada vez melhor. Cenas épicas que fazem tremer até a espinha dorsal. Nos primeiros volumes o mangá já me agradou, mas muitos reclamam desse começo. Apesar da série começar descompromissada, ela vai melhorando. Impressionante como o autor soube aproveitar as ideias em cento e oitenta e cinco capítulos, sem transformar Black Cat em uma série “infinita”. Sem contar que acabou no momento certo. Realmente, Kentaro Yabuki me impressionou com isso.

A arte melhora muito. Muito mesmo. Nos primeiros volumes algumas ilustrações chegam a ser feias. Impressionante como o traço foi ficando mais bonito. A arte da série chega ao seu auge nos últimos capítulos. Perfeito para encerrar uma obra magnífica como esta.

Não à toa Black Cat é meu mangá favorito. Embora seja um mangá que utiliza de clichês do gênero, Kentaro Yabuki estava iluminado ao planejá-lo. Leitura rápida e agradável. Super-recomendado.

TOP 5 – Obras em geral

Olá, este que vos fala é o L. Resolvi que para meu primeiro artigo nesse blog, farei um top5 das obras de ficção, de qualquer meio (filmes, livros, séries, animes, mangás…) que mais gosto. Para funcionar como uma apresentação dos meus gostos e do meu espírito fanboy exagerado….

Antes de tudo, esse top NÃO está muito exato. Porque, vocês perguntam? É que uma das obras que de certo entrariam neste top, 20th Century Boys… Eu não lembro de muito dela, pois só a li uma vez, e vai fazer dois anos em março. Logo, eu não sei em que posição por este mangá. Então, ele fica como uma menção honrosa.

Dito isso, vamos ao top! (Isso é uma opinião totalmente baseada em gosto pessoal, aviso)

QUINTO LUGAR(Cartoon)

South Park

Acho que todo mundo conhece alguma coisa de South Park. Quatro garotos boca-suja, sendo que um morre toda hora, vivendo numa cidade onde coisas absurdas acontecem a toda hora. É assim que South Park é conhecido, e é assim que é, até certo ponto. Mas é MUITO mais do que isso.

No começo, a série fazia paródias e referências mais com o objetivo de fazer piada, depois ela começou a ter um ar mais crítico. E por sinal, ela critica absolutamente tudo! Até eles mesmos.

A crítica da série é bem superior àqueles cartoons famosos, como Simpsons e Family Guy (Que por sinal, é sacaneado em um episódio duplo). Mas não é só nesse fator que ela se sustenta. Os personagens são excelentes (dúvido que você não vire fã de ao menos um), e as relações entre eles vão evoluindo (Evoluindo no nível de um cartoon, né, não esperem tanta coisa). Os episódios também são bem trabalhados, não são só piadas jogadas. Como se não fosse o bastante, podem se surpreender, mas a obra tem episódios totalmente diferentes do clima padrão dela. Um dos episódios é totalmente triste, e falo sério quando digo que quase chorei vendo. E muitos episódios são dirigidos, roteirizados, de forma fantástica. De deixar no chão muitas grandes obras mais sérias.

Eu não fiz um texto completo da série, pois isso é só um top5. Ela também não é perfeita, mas esse não é o lugar para mencionar os defeitos. South Park é a melhor das animações adultas que eu vi.

QUARTO LUGAR

One Piece

Todo mundo (do público-alvo desse blog) conhece alguma coisa de One Piece, imagino. Esse anime/mangá que consegue ser uma das obras mais subestimadas e uma das mais superestimadas ao mesmo tempo, por ter um dos fandoms mais exagerados e haters tão ruins quanto.

One Piece é um dos mangás (falarei mangás aqui por ser o que acompanho, mas na maior parte dos casos, o anime se encaixa) que tem a maior capacidade da pessoa se “apegar” a ele. É fácil passar a adorar os personagens e se prender na história. Esse é um grande ponto positivo do mangá.

O mangá tem momentos bem leves e divertidos, com um humor “babaca” que é muito bem feito e me arranca gargalhadas. Ou é porque eu sou idiota mesmo. Eu adoro obras de aventura, e isso One Piece tem, e bastante. A obra também conseguiu me emocionar bastante, e tem um elenco de personagens ótimo. E tem algo que eu prezo muito em uma obra, que é o “clima” dela… e isso é algo que One Piece me agrada profundamente. Claro, também não é perfeito, mas ainda assim, é o melhor da Shonen Jump atual. E é um grande mangá.

TERCEIRO LUGAR

Major

Minha obra favorita do universo “otaku” (Isso não significa a melhor, lembrando), Major é o anime que me fez conhecer mais sobre baseball e passar a ler mangás do tema.

A história da vida do garoto Goro Honda é muito bonita e emocionante em várias partes. É um grande ponto positivo do anime o tratamento dos personagens. Conhecemos eles crianças ou adolescentes, e vemos como a personalidade deles adultos ainda é condizente. E a evolução de idade também é muito bem mostrada pelo traço.

Como um bom anime de esportes, Major tem jogos muito empolgantes, e a dedicação do Goro (Que não é algo muito jogado, afinal, o conhecemos desde criança) chega a ser tocante em alguns momentos. De novo, o clima da série e a relação entre os personagens é muito boa. Muitos dos amigos de infância do Goro perderam grande parte contato com ele, mas é assim que a vida anda. E alguns continuam desde o começo, como sempre será.

Há muitas cenas épicas no anime, que consegue te passar muitas sensações diferentes. É a história da vida de Goro Honda, e ela é muito bem mostrada. Não é um dos melhores animes que existem, de certo, tem alguns momentos clichês, ou mal feitos… mas é uma obra que me marcou muito. Isso basta.

SEGUNDO LUGAR

Skins

Minha série favorita, que fala sobre um grupo de adolescentes da Inglaterra, e vários problemas que eles passam, até o término da vida escolar deles.

Skins é incrível. Sério. A história dos protagonistas é muito bem feita, e o jeito que ela é contada… melhor ainda. Eu adoro esse tipo de obra que trata da relação entre um grupo e seus problemas (Consigo lembrar de GTO, que trata dos problemas da turma 3-4), e isso, somado ao fato que a história é contada com um episódio focado em cada personagem por vez, me fisgou na hora.

Essa série foi uma das obras que mais mexeu comigo. É muito provável que você vá se identificar e torcer para que um dos personagens se dê bem, ou que tudo termine bem. Ela tem um clima muito bom, a sensação de confusão que os personagens tem na cabeça… de que eles não sabem o que fazer. Eu gosto muito disso. A série também é muito bem dirigida. Todo episódio eu ficava impressionado com a beleza e/ou qualidade de uma cena. E a amizade do(s) grupo(s) de protagonistas é uma das mais belas que eu já vi em uma obra.

Minha série favorita, sem dúvidas.

PRIMEIRO LUGAR

Desventuras em Série

A série de livros mais incrível que existe.

Não consigo escrever muito mais sobre DeS, já falei demais sobre. Mas é a obra mais marcante em que eu já pus as mãos. A que tem o melhor final. A que é melhor escrita. A que inova totalmente no jeito de fazer livros infanto-juvenis. Totalmente. E é incrível. Eu tenho a sensação de que estou lendo uma obra prima. Melhor, eu tenho a sensação de que estou lendo fatos reais(sei que é redundante), não uma história. A narração de Lemony Snicket faz isso.

Sobre DeS, eu não tenho palavras. Ou tenho. Mas isso daria um livro inteiro. Ficamos por aqui. Leiam DeS. Juro que não se arrependerão.

Recomendação da semana: Welcome to the NHK!

Este é o primeiro texto “oficial” do blog. E antes de apresenta-los a esta série maravilhosa, vou explicar como funcionará a sessão “Recomendação da semana”.
No antigo blog, o “XisDê Anime Reviews” haviam duas recomendações por semana. Uma de mangá e outra de anime. Cada uma escrita por um dos componentes da equipe. Desta vez teremos apenas uma recomendação, podendo ser de anime ou mangá. Nos revezaremos ao escrever para esta sessão.
E para começar bem, escolhi um dos meus animes favoritos, Welcome to the NHK, ou NHK ni Youkoso.
Welcome to the NHK é uma série de light novels (light novels são, basicamente, livros com algumas imagens no estilo mangá, mas sem quadrinhos) que foi adaptada para anime (pelo estúdio GONZO) e mangá. A série conta a história de Tatsuhiro Satou, um NEET, consequentemente, um hikikomori (um hikikomori é alguém que não sai de casa pra nada e um NEET é alguém sem emprego, que não estuda, nem contribui com nada para a sociedade, ou seja, um hikikomori nada mais é do que um NEET) que acredita ter descoberto uma conspiração da emissora de televisão NHK. Satou acha que a emissora tem relação com o fenômeno Hikikomori, e que a sigla “NHK” representa “Nihon Hikikomori Kyoukai”, algo como “Associação japonesa de Hikikomori”.


Outros dois personagens cruciais na série são Misaki e Yamazaki. A primeira quer ajudar Satou a largar a vida de Hikikomori. Já Yamazaki é o vizinho do protagonista. Os dois estudaram no mesmo colégio. Ele adora animes, mangás e games.
Considero Welcome to the NHK o anime mais engraçado que já vi. A maneira como o humor é aplicado é genial. A comédia da série está justamente nos momentos sérios e dramáticos. Que outra obra vai te fazer rir de temas sérios, como suicídio?

Já li muitas críticas ao estúdio GONZO e a qualidade da animação de suas séries. Em NHK ni Youkoso, a arte e a animação são simples, nada de extraordinário, mas ao ponto de serem satisfatórias. Quanto à trilha sonora, muito boa. Musicas bem aplicadas nas cenas do anime, e abertura e encerramentos ótimos.
Welcome to the NHK é um anime que aborda vários temas. Todos com o humor inconfundível da série, e com muita criatividade. Recomendado.

OBS: O mangá de Welcome to the NHK está sendo publicado no Brasil pela editora Panini com o nome de “Bem-vindo à NHK”.

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Bom dia, boa tarde, boa noite! Este que vos fala é o segundo redator do blog, Lucas Paulino, mas podem me chamar de Luki ou simplesmente L.

Quem me segue no twitter (Ou seja, ninguém) já deve ter notado que eu estava com vontade de criar um blog para falar de mangás. E hoje mesmo, o Daisuke sugeriu voltarmos com nosso antigo blog de animes e mangás, nomeado XDAnimeReviews. Porém, após horas de debates, resolvemos começar outro blog, pois aquele estava inativo há muito tempo. O nome foi escolhido de forma meio aleatória, ele simplesmente soou bem.

Esse blog, porém, será diferente do XDAR no que nele, também nos será permitido postar sobre coisas fora do universo “otaku” japonês. Ou seja, poderão ver aqui um post sobre uma série que eu goste, uma resenha de um álbum de uma banda… O foco ainda é em animes e mangás. Só não é mais restringido a isso.

Espero que esta nova tentativa seja de sucesso.

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