Arquivo mensal: janeiro 2012

Review: Watashitachi no Shiawase na jikan

“Não existe obra que possa ser chamada de perfeita”, quem fala algo do tipo certamente nunca leu Watashitachi no Shiawase na Jikan (Nossos momentos de felicidade). Não existe palavra que possa representar a qualidade deste mangá.

O encontro de duas pessoas que mudariam uma à outra para sempre estava para ocorrer. Mutou Juri é culpada por sua mãe que teve problemas em uma mão devido ao parto, e teve que parar de tocar piano. Por causa disso Juri tornou-se uma pianista. Uma pianista promissora que largou sua carreira devido à infelicidade de sua vida e tentou suicídio por três vezes. Yuu é um assassino. Foi sentenciado à pena de morte por matar três pessoas. Não contarei mais sobre ele porque acho que vocês devem descobrir lendo.

O encontro entre os dois acontece quando Juri vai ajudar sua tia, Monica que cuida dos condenados à morte. Já pulando um pouco na história, devo dizer que Juri passa a visitar Yuu todas as quintas-feiras, com ajuda do diretor do presídio, Jirou Inoue. A partir daí começa a surgir um belo vínculo entre as personagens.

Ao longo de seus oito capítulos, compilados em apenas um volume, Watashitachi no shiawase na jikan se prova uma obra magnífica. O clima de melancolia da série é impressionante e faz o leitor se sentir num outro ambiente. Com essa sensação presenciamos cenas com reflexões sobre a vida e outras de cortar o coração.

Falando em cortar o coração, as histórias dos protagonistas (principalmente do Yuu) são tristes e bem trabalhadas. Aliás, o primeiro capítulo do mangá é bom, mas a partir do segundo as melhoras são visíveis. O desejo de vida ou morte dos protagonistas é retratado de maneira tocante.

Impressionante como em oito capítulos nós somos tocados pela bela história, tudo se desenvolve de maneira fantástica. Se você for mais sensível a cenas tristes, tenha a certeza de que cachoeiras surgirão em seus olhos ao longo do mangá.

A arte fica a cargo da mesma artista de Hoshi no Koe (que possui um texto no blog, escrito pelo Luki) e combina perfeitamente com a história. Desenhos belíssimos que nos permitem visualizar cenas lindas e emocionantes. Excelente.

Suicídio e motivos para viver são temas presentes em grande parte da obra. Podemos dizer que este mangá é uma bomba emocional, impossível lê-lo como qualquer outra série. A conclusão da história também é belíssima.

As personagens são perfeitas. Juri e Yuu cativam o leitor desde o começo. E as menos importantes, como Inoue e Monica também são excelentes.

Quanto pior o pesadelo, melhor será o choque com a realidade. Com essas palavras defino a história de uma das melhores obras já feitas. Sempre haverá alguém para ajudar e ser ajudado, sempre haverá alguém para lhe proporcionar momentos felizes. Watashitachi no shiawase na jikan é perfeito. Mais do que recomendado.

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Recomendação da Semana: Hoshi no Koe (Voices of a Distant Star)

Serei (ou tentarei ser) um pouco mais direto dessa vez.

Hoshi no Koe é um mangá desenhado por Sahara Mizu (a mesma que fez o elogiadíssimo Watashitachi no Shiwase no Jikan), baseado no OVA original produzido por Makoto Shinkai, e foi publicado na revista Afternoon (Que contém, entre outras coisas, Ah! My Goddess e Vinland Saga), revista seinen da Kodansha. Só possui um volume.

A história se passa em um futuro alternativo, em que a humanidade descobriu a presença de aliens (chamados Tharsians), e envia varias pessoas selecionadas ao espaço para confrontarem esses aliens. Mikaku foi uma das escolhidas e tem que participar da resistência, enquanto deixa pra trás seu planeta, incluindo seu melhor amigo e garoto que ela amava, Noboru.

Apesar de incluirem aliens, elementos de sci-fi e coisas do tipo na história, o foco dela passa longe disso. É uma história de romance entre duas pessoas que foram separadas, e ficam a distâncias cada vez maiores, só tendo mensagens de texto, que demoravam cada vez mais para serem recebidas, pra se comunicar.

O traço da autora é muito bonito, e dá o clima perfeito a história. A narrativa é bem tocante, com algumas cenas que são realmente muito bem-feitas. O enredo flui muito bem nesses poucos capítulos, a preparação pra cena final é muito bem construída. Os dois protagonistas também são muito bem construídos, a vida de cada um e suas angústias são feitas de forma fantástica

Em resumo, é uma história de romance tratada com seriedade e beleza, sem chegar PERTO de ter algum fanservice. Uma leitura rápida, e que é  difícil de se arrepender de ter feito. Se você quiser ler um romance mais sério, mas ainda assim emocionante, leia. O mangá foi publicado pela editora Panini, e em uma ótima qualidade. Recomendação feita.

Review: Blue Heaven

Blue Heaven é um manga de Takahashi Tsutomu, autor conhecido por seus trabalhos em Alive!, Skyhigh, entre outros. Foi publicado entre 2002 a 2003, na Young Jump (lar de obras como Gantz, Elfen lied, Liar Game, REAL e Zetman) e tem 24 capítulos (mais três especiais com outra história do autor) compilados em três volumes.

Certo dia, o navio mais luxuoso do mundo, o Blue Heaven, passa por um barco naufragado. O capitão fica um pouco relutante quanto a checar se existem pessoas nele, e salvá-las, mas acaba sendo convencido.

Sano Yukinobu é um agente de segurança, e foi um dos homens enviados para resgatar as pessoas do pequeno barco. Dois homens foram encontrados com vida no barco, mas Sano encontrou manchas de sangue no local, fato que o deixou intrigado.

Um desses homens, Ri Seiryuu é, na verdade, um criminoso. E começa uma caça ao assassino no luxuoso navio. O mangá tem três personagens importantes, são eles o agente Sano, o criminoso Seiryuu e a funcionária do Blue Heaven, Yoshiko Natsukawa. Ao longo do mangá somos apresentados ao passado de Seiryuu e a mais detalhes sobre o mesmo, por isso não vou ficar dando spoilers aqui.

Blue Heaven é um mangá excelente! É impossível não ficar curioso com o que acontecerá nas próximas cenas. A caça ao criminoso é fantástica de se acompanhar, e mesmo em poucos capítulos os personagens se mostram bem construídos e muito interessantes.

O mangá tem tudo que uma história policial tem direito! Massacres e cenas violentas (Que nem sempre são tão necessárias, mas ajudam a compor o clima), drama, personagens doidos, enfim, tudo o que se pode imaginar! Lembrando que tem algumas cenas fortes (nem tanto), que podem desagradar alguns leitores.

A arte é fantástica, e complementa a história de maneira magnífica. Além dos personagens serem muito bem desenhados, as cenas que mostram o navio pelo lado externo são lindíssimas.

Blue heaven é um seinen de ação que prende o leitor utilizando de vários recursos. Um dos melhores mangás que já li. Adrenalina do início ao fim. E no terceiro volume temos três capítulos extras com outra história do mesmo autor, que embora seja interessante, nem se compara à Blue Heaven.

Razões de uma obra decair com o tempo

Esse é um post que eu quero fazer há muito tempo (vamos ver quanto tempo depois de eu estar escrevendo isso o post será lançado), e que é uma coisa “nova” aqui, que é falar de mangás (ou outras mídias) de um modo mais geral, basicamente. Para começar, (como o título já diz) vou falar de obras de ficção que começaram bem, mas de repente, por algum motivo pioraram.

É bem triste quando começamos a acompanhar alguma coisa, ficamos empolgados com ela, e de repente ela decai. Bastante. Mas quais seriam as razões pra isso? Eu não tenho uma resposta exata, esse post é uma divagação, uma tentativa de encontrar alguns motivos.

A nossa querida revista Shonen Jump (A revista que publica os mangás mais conhecidos aqui no ocidente, como Bleach, Naruto, One Piece, e alguns que serão citados aqui) é responsável, de duas formas opostas, para a queda de um mangá. A revista é muito concorrida, e portanto, das várias obras que estreiam lá, muitas são canceladas com poucos capítulos, ou sem a história estar nem perto de ser concluída. (Entenda mais sobre o funcionamento da Jump AQUI e AQUI)

Obviamente, isso faz a história piorar, ainda mais em casos de mangás que duraram mais tempo, como Psyren, que parece ter tido um final apressado, para poder concluir a história mais ou menos satisfatoriamente. Mas mesmo conseguindo, a última parte da série é bem fraca em comparação ao resto.

Algo parecido costuma acontecer em animes. Muitas adaptações de mangás não tem espaço pra cobrir o mangá inteiro, então tem que inventar um final alternativo, que frequentemente não mantém o nível e é criticado. É o caso do anime de Claymore.

Mas a Jump também é conhecida por fazer o contrário. Se um mangá está fazendo muito sucesso lá, é muito provável que eles vão estender a história até não dar mais. Não dá pra saber exatamente quando é o autor que não quer se livrar da sua série que está lhe dando sustento ou quando é a revista que não deixa ele se livrar, mas a revista tem uma grande cota de mangás que duraram mais do que deveriam, e tiveram partes ruins que fizer. Dragon Ball é um caso famoso, a série foi bastante alongada, e vários não gostam muito da última saga (Não estou entre eles, mas isso não muda o fato). Eyeshield 21 é outro mangá que durou mais do que deveria, e acabou tendo a qualidade da história no geral levada para baixo por uma última saga ruim.

A revista mesmo tem exemplos disso hoje em dia, como Bakuman (e o caso de Bakuman foi bem tosco). A história de Bakuman estava rumando(ou parecendo rumar) em direção a um final, e de repente, eles inventam um jeito de alongar a série… no último ano, pouquissimos arcos e capítulos se salvaram em Bakuman. Triste pra um mangá que já foi um de meus favoritos…

Esse problema de uma obra se estender além do que devia tem seu espelho no mercado de séries americanas, de uma forma até pior que a da Jump. É uma regra quase sem exceções que uma série muito popular vai durar além do que devia, seja por já ter se esgotado (Poderia continuar, mas o autor não consegue mais manter o nível com ela, então seria melhor encerrar), como Two and a Half Men e House, ou ainda pior, porque ela DEVERIA ter terminado, a história já tinha sido concluída, mas preferiram prosseguir, como em Supernatural.

Claro que existem motivos mais simples. Uma série piorou porque o autor perdeu a mão. Simples assim. E somado a necessidade de continuar a série que existe na Jump, o problema é duplicado. Reborn! era uma série legal, um mangá divertido, até que veio o famigerado arco do futuro, criticado por grande parte dos leitores, e que ainda por cima, foi gigante. A série então, continuou com OUTRO arco péssimo, pior até que o anterior, e a verdade é que a série já deveria ter acabado. A saga atual está até divertida, e é a melhor chance pra acabar a série de vez. Seria mais honrado.

Segundo o que dizem (Não posso confirmar), é esse o caso de Bleach, que também teve uma saga elogiadíssima, e depois… foi ladeira abaixo, e enrolando bastante, e muitos afirmam que a série já deveria ter acabado.

Um outro caso (Não estava pensando nele quando comecei o post, me veio a mente agora), mais subjetivo (tudo aqui é subjetivo, uma obra pode ter continuado boa pra você, mas não pra mim) é quando um mangá causa uma primeira impressão muito boa, ou tem um momento muito bom e depois… não continua assim. Nenhuma razão em especial, mas aquele momento em especial pode ter feito as pessoas esperarem mais do mangá. Um possivel exemplo seria Area no Kishi, mangá que tem um grande acontecimento no volume 2, que é feito de forma fantástica, e depois o mangá passa a ser simplesmente um bom mangá de esportes. Como só 10 volumes foram traduzidos, a série pode ter um novo aumento na sua qualidade, mas por enquanto…

Air Gear tem um começo muito bom (Na minha opinião, claro, mas isso não é óbvio?), que faz parecer que a série seria algo muito mais incrível do que é, que termina sendo só… legal.

E pra não falarem que só falei de shonens, Kamen Teacher é um mangá que começou bem legal, mas depois piorou, porque acho que o autor tomou a decisão errada em como continuar o enredo. Ou isso ou eu que esperava algo diferente da série… Gantz é outro mangá que (parece) estar na fase final, e que eu, sinceramente, não estou gostando agora…

E então? Que mangás eu deveria ter citado, que mangás eu NÃO deveria ter citado, que motivos eu não mencionei? Comentem!

Recomendação da semana: Tarepanda goes on an adventure (As aventuras de Tarepanda)

Pode parecer inusitado, mas enquanto estava pensando sobre o que escrever, logo me veio à cabeça a one-shot “Tarepanda goes on an adventure”, ou “As aventuras de Tarepanda”. E realmente é.

As pessoas que conhecem este mangá com certeza estranharão. Tarepanda goes on an adventure conta a história de um pequeno panda (?), o Tarepanda. Certo dia o protagonista sai à rua e acaba se perdendo. Sem saber onde está ele não pode voltar para casa. Tarepanda passa por varias situações, tanto boas quanto ruins.

Por só ter um capítulo, é difícil falar da história sem dar spoilers. Este pode parecer um mangá besta (Talvez seja se levarmos em conta o sentido literal da palavra), mas ele nos mostra os sentimentos do protagonista utilizando de pouquíssimo texto.

Falando em pouco texto, este é um dos fatores que nos faz reparar mais na arte do mangá, que é excelente. Com poucas coisas para ler, temos que prestar mais atenção nos desenhos para entender melhor a história. Aliás, já falei que o mangá é completamente colorido? Exatamente, todas as páginas são coloridas! Trabalho gráfico sensacional.

Uma história simples, mas divertida. Este é um mangá bem agradável. Tem pouco texto, portanto sua leitura é bem rápida. Tire alguns minutos do seu dia para lê-lo, relaxa a mente.

Primeiras Impressões: Danshi Koukousei no Nichijou

Recentemente o blog recebeu visitas graças a pesquisas no Google sobre um anime chamado Danshi Koukousei no Nichijou, que é desta temporada de janeiro. Eu, curioso, decidi dar uma chance a este anime. Gostaria de agradecer às pessoas que pesquisaram sobre ele e chegaram ao blog, sem elas eu não teria visto este anime.

História? Para quê isso? Danshi Koukousei no Nichijou mal tem uma. Tenha em mente que é um shounen slice of life de comédia que mostra a vida de três amigos, Tadakuni, Hidenori e Yoshitaka, e suas “aventuras”, seja na escola ou fora dela. Aliás, o próprio nome da série significa “Cotidiano dos garotos da escola”, ou algo do tipo.

Este anime é baseado num mangá publicado na internet, e surgiu de uma parceria entre Square Enix e a Sunrise, fato que é parodiado no anime. Aliás, o que não é parodiado aqui? Danshi Koukousei é uma aula de como fazer comédia! Algumas cenas farão o espectador rir como se sua vida dependesse disso.

Apenas um episódio foi lançado, mas é difícil não gostar das personagens. Claro, não são do tipo que evoluirão durante a série, afinal, o anime não se importa tanto com a história assim. Se você simpatizou com os três garotos que protagonizam a série, provavelmente vai continuar gostando. Se por algum motivo (obscuro) não gostou, também continuará assim, acredito eu.


Aparentemente os episódios serão divididos por tópicos. É como se houvessem sub-episódios. Por exemplo, o primeiro episódio que teve algumas histórias diferentes sobre as mesmas personagens.

A arte é simples, e a animação também. Não há muito o que ressaltar por aqui, ambas cumprem bem seus papéis. A dublagem tem um destaque. Sugita Tomokazu, conhecido por interpretar o Kyon de Suzumiya Haruhi no Yuutsu e Gintoki de Gintama, faz um trabalho sensacional como Hidenori! É impossível não reparar nisso.

A trilha sonora também é boa. Shiny Tale da razoavelmente conhecida banda Mix Speaker’s, Inc combina muito bem. E a música de encerramento é muito bonita. Segundo o MyAnimeList teremos outro encerramento no segundo episódio.

Se você quer dar boas risadas sem ter que fazer com que o seu cérebro perca 3 quilinhos, Danshi Koukousei no Nichijou é extremamente recomendado! O primeiro episódio foi extremamente engraçado, e a série promete!

Review: Manhole, de Tsutsui Tetsuya

Bem… olá a todos mais uma vez, este que vos fala é o Luki (Ou L., whatever). Farei outra review aqui hoje, dessa vez a respeito do mangá Manhole.


Eu também tenho a pretensão de falar de alguns mangás mais undergrounds (Eu tenho uma definição totalmente arbitrária do que é underground, mas existe uma definição exata?) nas reviews, para apresentar obras que gosto, e isso vai começar com a minha obra favorita de um dos meus autores desconhecidos favoritos, Manhole, de Tsutsui Tetsuya.


Manhole é um mangá de horror/mistério que foi publicado na revista Young Gangan (A mesma de mangás como Bitter Virgin, Arakawa Under the Bridge e Bamboo Blade (Sim, essa revista é bizarra demais)) em 2006, durando 3 volumes (E é a maior obra dele, pelo que consegui descobrir).


Manhole começa de uma forma bem… memorável. Uma cidade está vivendo sua rotina, pessoas caminhando, vendedores anunciando produtos… quando sai de um bueiro um homem totalmente nu. Os cidadãos, claro, ficam em estado de choque. Um jovem, ouvindo música e olhando seu celular, não presta atenção nisso e esbarra no tal homem, que em seguida, vomita nele. O jovem, em pânico, empurra ele e sai correndo. Após isso, na autópsia e em investigações, é descoberto que o homem tinha um verme, um parasita, vivendo nele, e que ele tinha sido enviado para um “instituto”, e indícios diziam que o verme tinha sido implantado nele lá. Então, a história se desenrola, com a dupla de policiais protagonistas investigando o crime, enquanto a polícia/departamento de saúde tem que evitar a epidemia.


A história prossegue um ritmo calmo, enquanto somos apresentados aos elementos do enredo. O clima da história é bastante bom, é condizente com o que está acontecendo sem ser muito obscuro. A série consegue até ser uma obra leve em alguns momentos. Mas quando necessário, o autor consegue dar a seriedade necessária à situação. Os rumos que a história toma são bons, fazem você continuar interessado no enredo. O final da história é bem resolvido, também. É uma história bem-feita, com vários bons momentos, de uma leitura  fácil, em que poucas coisas da história podem realmente incomodar.


 A dupla de protagonistas é muito boa. Não são aqueles personagens que você vai louvar eternamente, com frases de efeitos, demostrações de “fodice” (Apesar de que quando necessário, eles vão protagonizar boas cenas) são só agradáveis e bem construídos, e as interações entre eles são bem divertidas.


A parte de “horror” da série não é tão grande. Se resume só a algumas cenas um pouco “gore”, e dependendo do leitor, o pensamento de “E se essa epidemia acontecesse?”, que pode ser bem assustador ao pensarmos um pouco mais nisso. Quanto a arte, ela é irregular em alguns momentos, mas no geral é boa e transmite bem o que a cena quer passar. Os character designs são simples, mas bons.


Talvez o principal “defeito” da obra (não para mim), seja a falta de algo a mais. Ela não tem uma profundidade muito grande, não tem cenas muito épicas, momentos emocionantes, mindfucks, plottwists intensos… Nada do tipo. Ela é simplesmente uma ótima história de mistério, com boas ideias, muito bem-feita, como é o padrão desse autor. Os 3 volumes podem ser lidos de uma tacada só, é uma boa pedida quando quiser ler algo do gênero. Ela não tem nenhum diferencial íncrivel, além de ser uma boa história, mas isso não é o bastante?

Vale a pena ler. Ele está disponível em português na Chrono, já concluído.

PS: Se alguém já leu Reset, do mesmo autor, o protagonista masculino da obra faz uma participação nessa.

Lucas “L.”