Arquivo mensal: fevereiro 2012

Recomendação Especial : Capitães de Areia

Hoje, como muitos sabem (e pros que não sabem, ficam sabendo desde já) é o post especial de último dia do mês, em que um de nós mangatheiros (?) fala sobre uma obra não otaku. Com o agora real início de ano (pós carnaval) achei pertinente fazer uma postagem sobre um livro que normalmente muitas escolas pedem nas listas de paradidáticas: Capitães da Areia.

Confesso que, quando minha professora surgiu com esse nome, achei que o livro seria um verdadeiro porre. O inicio do livro é de fato um pouco entediante, demorei alguns dias pra engatar na leitura, mas quando engatei, não parei mais. A realidade transmitida pelo renomado autor Jorge Amado é impressionante. Eu realmente conseguia imaginar todos os cantos, personagens e recantos narrados no livro. E, apesar de ser um livro bastante antigo, trata de temas bastante atuais como a situação das crianças abandonadas, desigualdade social, preconceito social/racial e, pasmem, até partes de estupro. Claro que há alguns termos linguísticos e temas de época, como a epidemia de varíola, mas nada que complique muito a leitura, só a torna mais interessante.

Eu fiz essa pequena recomendação pra alertar quem por ventura tiver de ler este livro pra escola ou simplesmente quiser uma boa leitura. Capitães da Areia, literatura nacional genuína, com desfechos impressionantes e personagens muito cativantes.

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Recomendação da Semana: Buyuden

“Fight a match without regrets, not for my sake, but for your own sake”

Buyuden é um mangá recente de Takuya Mitsuda (o mesmo do genial Major), com somente 46 capítulos feitos até o momento, e três volumes encadernados já lançados. Como de costume do autor, a obra foi publicada na revista Shonen Sunday, e o tema é de um mangá de esportes. Nesse caso, o boxe.

Eu tenho um carinho especial por esse mangá, e tenho confiança que ele virá a ser um mangá muito bom. O carinho é por ser o primeiro mangá que eu acompanhei desde o cap. 1, e por ser do autor de meu anime favorito.

Take isamu é um aluno exemplar do 6º ano que olha com superioridade para com os outros colegas por ser o melhor em tudo que faz na escola, por sua aparência e sorriso e por sua sorte com garotas juntamente com sua habilidade atlética. Ele se considera, por isso, como um dos melhores do seu grupo de idade e ele fica incrivelmente chateado por interagir com as pessoas que chamava de desafortunadas. Uma estudante novata, chamada Kaname Moka, transferida para sua escola e incrivelmente bonita, deixa acidentalmente voar uma bola para perto de Isamu, então este percebe a beleza de Moka. Isamu a chama para sair.
Moka confunde-se com o que ele diz e pensa que ele a desafia por perceber que ela é uma excenlente boxeadora. De fato, Moka é uma exímia boxeadora e pode até mesmo derrotar 5 rapazes do ensino médio de uma vez. Porém Isamu não consegue aceitar a personalidade violenta de Moka e esta não entende o orgulho de Isamu. Com o passar do tempo, porém, Isamu percebe que Moka não só é mais atlética que ele, por causa dos seus vários anos de boxe, mas, também, possui inteligência superior a dele.
O mangá tem um começo comum de mangás de esportes… Ele começa a praticar boxe pra passar mais tempo com a Moka, e depois, com o tempo, ele acaba se interessando e eles entram em um ginásio, e participam de um torneio.
Vocês me perguntam: O que esse mangá tem de original, de diferente? E eu lhes respondo: Nada, por enquanto.
“ENTÃO PORQUE VOCÊ TÁ ME RECOMENDANDO ISSO???”
Porque é um mangá, que apesar de ter um começo padrão, é bem-feito. E isso importa mais do que a originalidade da história. Os capítulos são bem conduzidos, e fáceis de ler. Sinceramente, é um dos mangás que mais me diverte acompanhar semanalmente, ao contrário de muitos outros mangás, os capítulos de Buyuden são simples, bem feitos, com uma narrativa eficaz… é uma leitura bem agradável.
A série vem evoluindo bastante nos últimos capítulos, com cenas muito boas e acontecimentos, que, apesar de talvez exagerados, estão sendo muito bem trabalhados. O tal torneio foi cheio de bons momentos, e as relações entre personagens,
motivações, estão todas evoluindo, o mangá está começando a prometer algo bom
Quanto a questão das lutas, elas ainda não são de nenhuma epicidade monstruosa (Bem, os personagens tem 12 anos, faz sentido), mas são… divertidas. Não consigo fazer nenhuma grande análise técnica de lutas, mas elas possuem cenas legais e bem desenhadas.
O traço não é nada que você pare pra falar “Meu deus, que foda!!!”, mas é eficaz, e eu gosto do character designs dos personagens. Personagens esses que são bons. Eu gosto do jeito que o autor trata seus personagens crianças. O Isamu que acaba “esquecendo” algumas das características de quando ele foi apresentado, mas é possível entender a mudança. Só causa um pouco de estranheza.
A série parece ter terminado uma fase introdutória (Cap. 46) agora, parecendo que o mangá vai começar de vez o grande desenvolvimento da história.
Buyuden tem falhas, isso é óbvio. Mas é um mangá agradabílissimo de ler, com personagens carismáticos e uma história simples, mas que está evoluindo a cada capítulo, e que é ótimo de ler semanalmente.
Não leia esperando uma obra de arte, mas um mangá shonen de esportes simples e carismático. Vai conseguir te distrair. Eu recomendo.

Série temática do Mangathering #1 – Como tudo começou [4/4 – Daisuke e Yu Yu Hakusho]

Mais um post da Série temática do Mangathering de fevereiro. O tema desse mês, como vocês já devem saber, é “Como tudo começou”, isto é, escrevemos sobre o primeiro anime que nos fez interessar o mundo dos animes e mangás. Acredito que todos conheçam a série da qual falarei. Se não for o seu caso, você provavelmente hibernou durante as últimas duas décadas.

Um dos maiores clássicos da história, sem dúvidas. Yu Yu Hakusho foi baseado no mangá de Yoshihiro Togashi (Hunter x Hunter, Level E) publicado na Shonen Jump entre 1990 e 1994. E então, conhece?

Este texto será diferente das reviews ou das recomendações semanais, aqui não me aprofundarei tanto nos quesitos técnicos da série, mas sim no que ela representa para mim. Espero que tenha dado para entender.

A história todo mundo conhece, espero. Mas mesmo assim, recordar é viver. Yusuke Urameshi é um típico bad-boy, daqueles que as pessoas nunca imaginam fazer algo de bom. Eis que um dia o protagonista vê que um garoto está prestes a ser atropelado, e tenta ajuda-lo. Ao fazer isso Yusuke é atropelado em seu lugar, e morre.

Como eu disse, ninguém imaginaria que alguma boa atitude viesse do jovem, nem mesmo os habitantes do mundo espiritual. A guia espiritual Botan avisa a Yusuke que a criança que ele salvou não morreria, e lhe dá a chance de reviver após completar algumas tarefas. Botan foi enviada à serviço de Koenma, de quem é assistente. Aparentemente um pirralho mimado, Koenma é muito mais do que isso, o mesmo é filho do líder do mundo espiritual, e tem grande importância, tanto neste mundo quanto no decorrer da série.

Yusuke tem um grande rival, Kazuma Kuwabara, o bobão da série, e tem grande afeto pela jovem Keiko. Ambos têm importância nas tarefas realizadas pelo rapaz para voltar a vida.
Como esperado, Yusuke volta à vida, mas ele tem que atuar como um detetive espiritual. Isto é, realizar missões cujo foco é caçar youkais, demônios do outro mundo. Sob as ordens de Koenma, Yusuke realiza algumas tarefas, que compreendem a primeira temporada do anime.

Dessas tarefas, duas se destacam. Em uma delas Yusuke tem que conseguir três objetos importantes que foram roubados. São três criminosos. Um deles não tem importância no decorrer da série, então vou ignorar. Os outros dois são personagens importantíssimos, que vão figurar no grupo de protagonistas. São eles os youkais Hiei e Kurama.

Kurama é um rapaz calmo, sereno. Ele tem seus motivos para participar do roubo, motivos convincentes e bem explicados. Hiei é… Bom, como posso falar dele? Hiei é o personagem mais badass da história! Muitos devem achar que ele é apenas o trevoso revoltado do grupo… E ele é! Mas é muito mais do que isso. Hiei é carismático, Hiei é o melhor nessa joça, Hiei é… Hiei! (Surtos de fanboy, afinal, no mundo dos animes e mangás, ele é o meu segundo personagem masculino favorito)

A outra tarefa é procurar um youkai perigoso no teste proposto por Genkai para escolher o seu novo discípulo. Genkai é uma senhora de muito poder espiritual, que fez com que os candidatos passassem por vários testes. Ela é outra personagem importante.

Para outra missão de Yusuke, o grupo de protagonistas já estava decidido. Além do detetive espiritual, Kuwabara, Hiei e Kurama formam um quarteto no mínimo lendário. Yu Yu Hakusho conta com um dos melhores grupos de protagonistas já vistos, sem dúvida alguma. Não falarei desta missão porque ela não tem tanta importância quanto à apresentação dos personagens. Mas é importante no contexto da primeira temporada.

Yusuke é um dos melhores protagonistas de battle shonens já vistos, Kuwabara é o bucha da história, Kurama é o inteligente e calmo do grupo e Hiei é o badass do grupo. Olhando por esse lado, pode até parecer clichê. Mas se levarmos em conta a época em que a Yu Yu Hakusho estava sendo lançado (tanto como anime como mangá) perceberemos que este é um mangá que influenciou vários outros mangakás e que de certo modo criou alguns clichês.

Yu Yu Hakusho é uma aula de como fazer um bom shounen de luta. Melhor do que grande parte das séries do gênero atualmente. “Tá pensando que berimbau é gaita?”

Esta primeira temporada é uma espécie de introdução à série, a partir da segunda que “o bicho pega”. A saga do torneio das trevas é, provavelmente, a minha favorita. As outras duas que a seguem cronologicamente também são muito boas. Embora a última saga pareça um pouco corrida.

Agora eu paro de falar da história, e falo do porquê da obra ter me marcado, acho.
Acredito que a maioria das pessoas assistiu o anime de Yu Yu Hakusho pela primeira vez na televisão. Provavelmente na Manchete ou no Cartoon Network. Se não, você não deve ter tido uma boa infância.

Eu assisti no Cartoon Network. E alguns anos depois revi a série na internet. Sem Yu Yu Hakusho eu provavelmente não estaria aqui, escrevendo para o Mangathering.

A dublagem brasileira da série (a do Cartoon pelo menos) foi algo extremamente marcante. Se formos ver alguns episódios neste momento, vamos rir muito dos termos usados. Quem nunca soltou uma gargalhada com as broncas de Koenma no assistente dele? E as frases memoráveis de Yusuke, como “Para o bonde que a Isabel caiu!” também não ficam atrás.

O anime não é perfeito se tratando de arte e animação, mas não chega a ser ruim. Se levarmos em conta que o anime estreou em 1992, são fatores que chegam a ser impressionantes. As músicas da série também me agradam muito, e carregam doses cavalares de nostalgia. Me refiro às versões originais mesmo. Todos se empolgam com um “Arigatou Gozaimasu!”, não?

Os personagens são muito bons! Do grupo de protagonistas, Kuwabara é o mais “raso”, mas mesmo assim é um ótimo personagem que acrescenta muito à trama (Talvez nem tanto, pelo menos não na última saga). Como já disse, Yusuke é um dos melhores protagonistas de battle shonens, ele é completamente carismático e envolvente! Hiei e Kurama têm boas histórias e são um espetáculo. Principalmente o primeiro, o baixinho do terceiro olho, o Jagan.

Espero que tenham gostado desta nova série do blog. Yu Yu Hakusho é, até hoje, um dos meus animes favoritos. É excelente! De fato, foi este anime que me introduziu ao mundo dos animes e dos mangás. Afinal, “Não conheci o outro mundo por querer!”.

Recomendação da Semana : Fuyu no Hana

Fuyu no Hana é um mangá interessante. É difícil falar dele, afinal, é uma one-shot cuja sinopse já entrega toda a história. Ou quase. Este é mais um mangá da artista (Ela tem vários pseudônimos, não sei como chamar) de Watashitachi no Shiawase na Jikan e Hoshi no Koe (Ambos têm textos no blog, aqui e aqui), mas nestas obras ela apenas fez a arte, em Fuyu no Hana a história também ficou a cargo dela.

Os protagonistas são Itadori e Rakka. O mangá começa mostrando-os em sua infância, e também nos apresenta à irmã de Itadori. Ela arruma o cabelo de Rakka que estava bagunçado devido às brincadeiras.

A irmã tinha cheiro de flores, segundo a jovem Rakka, que mal sabia que ela tinha uma espécie de flor. Quando esta flor germinar, o hospedeiro morre.

O mangá conta com time skips e tudo mais. Mais a frente, com os protagonistas mais velhos e a irmã de Itadori já morta, o garoto rouba um beijo de Rakka, dizendo que o inseto hospedeiro deve ficar longe dos outros insetos, e que esta era a última vez em que ele poderia tocá-la. Mais detalhes são explicados ao longo do capítulo.

Fuyu no Hana tem apenas trinta e quatro páginas. Aí está o seu defeito. Se fosse uma série, e tivesse mais de um capítulo, a história poderia ser melhor distribuída e beirar um masterpiece à lá Watashitachi no Shiawase na Jikan. Mesmo assim, é surpreendente que a história consiga se desenvolver de maneira satisfatória e que ainda consiga ser finalizada decentemente.

O tamanho do mangá é o único ponto claramente prejudicial à série, que nem chegou a abusar do drama, como as doses cavalares em Watashitachi no Shiawase na Jikan. Fuyu no Hana provavelmente seria mais dramático e envolvente se fosse maior.

Mas este é um ótimo mangá. A arte nem precisa de tantos comentários, certo? Lindíssima do começo ao fim. As mudanças físicas dos protagonistas com o tempo são visíveis, ainda mais quando a mesma cena se repete em vários momentos. (Leiam para entender)

Uma boa história e um bom desenvolvimento para apenas trinta e quatro páginas. Apesar do pouco espaço para formar uma trama mais intensa com momentos melhores distribuídos por seus capítulos, Fuyu no Hana é muito bom. Recomendado.

MALICE MIZER

Em mais um post não diretamente ligado a Animes e Mangás, abordarei a minha banda favorita, o MALICE MIZER. Pretendo falar um pouco de sua sonoridade, de sua história, e recomendar alguns CDS.

Ao ver as fotos que ilustram este post, você provavelmente estará se perguntando o porquê de tanta gente estranha reunida. Aos que não sabem, o MALICE MIZER foi uma banda de visual kei que esteve em atividade entre 1992 e 2001. Mas o quê diabos é Visual kei?

Visual kei é um movimento originário do Japão, que teve o seu auge nas décadas de 80 e 90, com bandas lendárias como X JAPAN, LUNA SEA, BUCK-TICK, entre outras. E claro, o MALICE MIZER. Este é um movimento claramente caracterizado pelos visuais um tanto peculiares das bandas. Em alguns casos as bandas, cada qual com sua sonoridade, podem ter características em comum.

Começarei falando sobre a sonoridade da banda. Dificilmente você encontrará uma banda com tantas variações sonoras quanto esta. Isto se deve, em parte, às três “eras” do grupo, como são chamadas pelos fãs. Essas eras são, basicamente, os períodos de tempo com vocalistas diferentes. Obviamente, foram três. Mas estas serão abordadas mais a frente, quando contarei um pouco de sua história.

A verdade é que o MALICE MIZER está longe de ser uma banda tecnicamente perfeita. Os dois guitarristas, Közi e o famoso líder do grupo, Mana, chegam a ser engraçados de tão toscos tocando, tecnicamente falando. Kami era um bom baterista, Yu~ki um excelente baixista, e os vocalistas são bem diferentes entre si.

As musicas da banda, independente das eras, eram todas muito criativas e diferentes. Muitas delas contém sons de Cravo, Órgão, Violinos e Sintetizadores. Gothic Rock alto nível, talvez. A verdade é que é impossível encaixar o Malice em um gênero, uma categoria. Eles tocam Pop, Rock, Bossa, Gótico, Eletrônico, enfim, tem de tudo um pouco. Impressionante.


HISTÓRIA

Contarei a história da banda ressaltando os detalhes mais importantes, e deixando outros de lado. Se alguém se interessar por ela, provavelmente vai pesquisar mesmo.

O MALICE MIZER foi fundado por Mana e Közi, os guitarristas. Os dois se conheceram no lugar onde trabalhavam, e logo entraram em uma banda juntos. Esta banda era chamada Matenrou.

Os dois tinham muitas coisas em comum, e passavam bastante tempo conversando. Eis que surgiu a ideia de montar uma banda onde poderiam aproveitar ideias como apresentações teatrais e elementos clássicos. O nome dela representaria a resposta para a pergunta “O que é o ser humano?”. Juntaram-se à banda Yu~ki, no baixo, Gaz, na bateria e Tetsu, o primeiro vocalista. Estava formado o MALICE MIZER.

Mana é um cara tão estranho que não se pronuncia em público, já que, segundo ele, sua música representa perfeitamente suas palavras. Aliás, esta bela moça das fotos é um homem, sinto muito.

Após algum tempo, Gaz saiu e foi para o Kneuklid Romance, de onde saiu Kami, o novo baterista do grupo. Esta primeira era é bem diferente das que viriam mais para frente. Os vocais desesperados de Tetsu são estranhos, mas bem característicos. Quem não conhece a banda sempre se espanta, é inevitável. Um dia vocês se acostumam.

Já nesta primeira era podíamos ver grandes variações sonoras. Mas de fato, os vocais bizarros são algo que se vê apenas aqui, e são marca registrada desta época. Aí a banda já mostrava elementos góticos e alguns outros elementos presentes nas outras eras.

Teorias para a saída de Tetsu da banda não faltam. A mais aceitável é a de que ele não gostava dos visuais e das apresentações. Algo até interessante, se pensarmos que muitas pessoas têm certo preconceito com o visual kei.
Com Tetsu, o MALICE MIZER lançou o álbum Memoire, que depois teria uma reimpressão nomeada Memoire DX, com uma música extra, a minha predileta desta era, Baroque. Também lançaram algumas demos.

E agora, Mana? Quem vai ser o novo vocalista da banda? Talvez a melhor esolha que o cara já fez. Embora não seja o meu cantor favorito, Gackt foi um marco para a banda. Em 1995 ele ingressou no MALICE MIZER após sair do Cains:Feel.
Já li muitas histórias curiosas sobre a entrada dele na banda, mas não acho que se encaixem tão bem neste texto. Enfim, pode-se dizer que a era Gackt foi a mais famosa da banda. Nela a banda lançou seu primeiro single, o excelente Uruwashiki kamen no shotaijô.

A verdade é que existem vários boatos de que Gackt e Mana não se davam bem. Alguns dizem que eles mal se falavam fora dos palcos, que disputavam pelo título de melhor compositor, e muito mais. Tudo o que se pode imaginar. Uma coisa é inegável, ambos tinham grande influência dentro do grupo.

Com a bela voz de Gackt, o MALICE MIZER lançou dois álbuns. O primeiro, Voyage ~sans retour~ é excelente, e nos mostra um lado mais pop e melódico da banda. Durante uma parte desta era a banda ainda era indie, com lançamentos assinados pela Midi Nette, gravadora do próprio Mana. Mas depois eles assinaram um contrato com a Columbia.

Se já estava bom, podia melhorar. Singles fantásticos ajudaram a formar aquele que é considerado um dos melhores álbuns da história do visual kei, o Merveilles, de 1998.

Eis que Gackt sai da banda. Além disso, para completar a desgraça, uma tragédia. Kami, o baterista, veio a falecer por uma hemorragia cerebral no dia 21 de junho de 1999. Após isso, Mana, Közi e Yu~ki fizeram alguns lançamentos mais obscuros, além de um CD em homenagem ao ex-baterista. Kami’s memorial box contava inclusive com composições dele.

A bela voz de Haruna Masaki, o Klaha, marcaria a minha época favorita da banda. Pois é, se todos achavam que era o fim do MALICE MIZER, Mana e seus companheiros surpreenderam mais uma vez. Lembrando que o grupo apenas contratou um baterista de suporte. Kami nunca foi oficialmente substituído, e a essa altura a banda já havia voltado a ser indie.

Klaha é dono de uma voz extraordinária, de beleza inigualável. E junto com Gackt, serviu de influência para vários outros cantores, como o meu ídolo Juka/Shaura (ex- HIZAKI grace Project, Moi dix Mois) e Seth/Z/Seiji (Moi dix Mois, Art Cube, AMADEUS). Com Klaha a sonoridade da banda se distanciou do pop rock característico da era Gackt e se tornou sombria e bela. Misteriosa. O MALICE MIZER tornou-se uma verdadeira banda gótica. Aliás, esta era serviu claramente como inspiração de Mana no seu projeto futuro.

Os órgãos, cravos e violinos se fizeram extremamente presentes nas musicas da banda nesta época. E somados à voz de Klaha construíram belíssimas melodias. Algo bem visível no Bara no Seidou, único álbum da banda nesta era.

Com Klaha o MALICE MIZER emplacou três de seus melhores singles, Gardenia, Beast of Blood e Garnet ~kindan no sono e, que seria o último da banda. Pois é, infelizmente em 11 de dezembro de 2001 o MALICE MIZER anunciou uma pausa por tempo indeterminado. E nunca mais voltaram oficialmente, embora Mana, Yu~ki e Közi tenham tocado juntos num evento do Moi dix Mois, projeto pós-Malice do estranho Mana.

Gackt é um cantor internacionalmente famoso com sua carreira solo mais voltada ao pop rock. Közi participou de outras bandas, como o Eve of Destiny e o XA-VAT, além de ter uma excelente carreira solo (Fica a dica). Mana, como já dito, formou o Moi dix Mois, seu projeto solo que revelara o grandioso Juka (Futuramente Shaura). Yu~ki sumiu do cenário musical. Tetsu participou de bandas de menor expressão, e Klaha iniciou uma carreira solo. Só iniciou, porque faz anos que não se tem notícias dele.

Espero não ter exagerado na história, ou algo do tipo. Para encerrar este post, darei as recomendações de Cds dos caras. Tanto de álbuns quanto de singles.

RECOMENDAÇÕES

O MALICE MIZER teve quatro álbuns, além de um EP em homenagem ao Kami , vários singles, e algumas poucas demos na era Tetsu. Como fã da banda, recomendo tudo. Simplesmente tudo. Mas decidi destacar dois álbuns e darei uma passada rápida por alguns singles.

Começaremos pelos Singles. Bel Air da era Gackt é bom. A faixa título é uma das minhas prediletas, mas COLOR ME BLOOD RED não é tão boa assim. Essa segunda, se comparada às musicas da carreira solo do Közi, mostra o quanto ele evoluiu.

Também da Era Gackt, o primeiríssimo single Uruwashiki kamen no shotaijô é ótimo! E Apres midi é uma ótima música, embora não seja a principal do CD.

Já na era Klaha, Gardenia é ótimo. Embora Houkai Joukyoku (a B-side) não me cative tanto. A faixa título é a minha favorita da banda, junto com a do próximo single do qual falarei. Mayonaka ni Kawashita yakusoku é uma das mais belas musicas já feitas, e Seinaru koku eien no inori, a outra faixa, também é ótima.

Outro excelente single da era Klaha é Garnet ~Kindan no sono e~. A faixa principal é fantástica, e Gensou Rakuen complementa o que seria o último lançamento do MALICE MIZER. Fechou com chave-de-ouro.

Bara no Seidou

Bara no Seidou

O MALICE MIZER lançou quatro álbuns. Todos excelentes. Mas falarei apenas de dois. Um deles é o Bara no Seidou, com Klaha. A arte da capa já entrega a qualidade do álbum. Uma das mais belas imagens que já vi para um dos melhores CDs que já ouvi. A banda mostrou o melhor de seu lado “neoclássico”. A voz grave de Klaha criou uma harmonia perfeita com todo o clima construído pelos órgãos e cravos. Belíssimo! Daí destacam-se Mayonaka ni Kawashita Yakusoku, Shiroi hada ni kuruu ai to kanashimi no rondo, Kagami no butou genwaku no yoru, Chinurareta Kajitsu e Seinaru koku eien no inori, além das outras ótimas faixas. Também destacam-se os enormes nomes das musicas.

merveilles

merveilles

Costumo deixar o melhor para o final. Embora o Memoire DX, o Voyage e o Bara no Seidou sejam fantásticos, nada se compara ao merveilles. Mas quando digo nada, não me refiro apenas aos lançamentos do MALICE MIZER, mas sim a tudo que pude ouvir, dos mais variados artistas. Uma experiência mágica, uma viagem entre mundos, um delírio que entrega os nossos corpos à imaginação. Impossível definir esta obra. O Merveilles também foi o maior sucesso comercial da banda. Perfeito, não? Varias musicas dele já eram conhecidas dos singles, mas sem elas esse álbum não estaria completo. Ele é sempre apontado como um dos melhores álbuns do Visual kei, e não à toa é o meu favorito. Bel Air, Syunikiss, Gekka no Yasoukyoku, Le Ciel e Au Revoir são algumas das pérolas que encontramos aqui. Mágico

O MALICE MIZER foi uma das mais influentes bandas da história do visual kei, sem dúvidas. É minha banda favorita, e leva o ouvinte a delírios, o apresenta às mais diversas variações musicais. É um dos grupos mais criativos que já passaram por esse mundo. Eles são anormais, são especiais.

Série Temática do Mangathering #1 – Como tudo começou [3/4 – Lucas e Jigoku Shoujo]

Yami ni madoishi awarena kage yo
Hito o kizutsuke otoshimete
Tsumi ni oboreshi gou no tama
Ippen shinde miru?

É minha vez.

Jigoku Shoujo não foi o primeiro anime que eu vi, nem mesmo o primeiro que eu vi pela internet (Vi Death Note antes). Mas foi o que me impulsionou a conhecer outras obras, discutir sobre elas, procurar informações… Sem ter visto esse anime esse blog não existiria.

Eu conheci o anime pelo Animax, viajando nas férias. Tinha algum conhecimento da palavra “anime”, então, quando vi esse canal, fui correndo por lá, e estava começando isso. Achei a sinopse maneira demais e decidi ver. Adorei, e decidi baixar o anime. Decisão que não me arrependo nem um pouco. Só como curiosidade, foi em janeiro de 2009. Eu tinha 11 anos. A série tem 78 episódios divididos em três temporadas

Existe um boato que existe um site que só pode ser acessado a meia noite, chamado Jigoku Tsuushin (Correspondência do inferno, algo assim). Se você acessá-lo, e dar o nome da pessoa de quem quer se vingar, a Hell Girl (Ou Jigoku Shoujo, que significa exatamente a mesma coisa, “Garota do Inferno”), junto de seus três ajudantes, aparece pra se vingar do indivíduo pra você, o levando pro inferno. Porém, quando você se vinga de alguém, duas covas são abertas. Quando você morrer, irá pro inferno também.

Cada episódio (Até o finalzinho de cada temporada) conta a história de um personagem, o que aconteceu pra ele querer se vingar, ele contatando a Jigoku Shoujo, e ponderando sua decisão. Por mais que o preço a se pagar pareça muito alto, em alguns casos a situação na qual o foco da história parece ser tão desesperadora que você começa a pensar que é a única solução. (As vezes, parece que se vingar de alguém te liberta dos problemas que foram causados por essa pessoa)

A fórmula padrão de mudar a história começa a variar depois de um tempo, de formas bem interessantes. Algumas vezes, o ponto de vista vai de quem vai ser vingado, ou dos assistentes investigando… pode parecer que é uma pessoa que vai mandar a outra pro inferno, e é outra… Os motivos podem ser bastante justificaveis, ou totalmente aleatórios…

Depois de alguns episódios, a série adquire dois novos personagens, um jornalista e sua filha, que começam a procurar saber sobre esse boato, e tentar impedir as pessoas de “puxarem a corda” (Você recebe um boneco de palha com um laço amarrado, para concretizar a vingança basta desamarrá-lo), com ambas as histórias se juntando no final, que tem o grande avanço no plot, com um grand finale de um arco de 3 episódios, que revela a  história da Hell Girl (Esquema repetido na Season 2, a 3 é um pouco mais contínua).

A segunda temporada segue o mesmo estilo, dessa vez com episódios se aprofundando na história dos assistentes da Ai, e com uma sequencia final de episódios incrível, e mais algumas revelações (Sério, revi essa parte muitas vezes), com um ritmo de ação grande e sensação de tensão, que eu adorei. Eu não conseguia parar de ver, falando sério! A season 3 tem um plot mais contínuo, com a ideia geral da temporada aparecendo no primeiro capítulo (Vou tentar não falar muito da história das outras temporadas)

Muitas pessoas tiveram aquela sensação de “sou foda, estou lendo uma obra mais séria” com Death Note. Eu não, tive com Jigoku Shoujo. Eu era bem novo, mas a série tinha vários elementos mais “maneiros” pra me manter assistindo, como várias catchphrases, cenas recorrentes, umas partes mais ou menos de “terror” (A “vingança”, nos primeiros episódios, mostra o protagonista em um tipo de alucinação amedrontadora causada pela Hell Girl + assistentes)…

As histórias de vinganças eram sempre interessantes… revoltantes, tristes, estranhas… E com a fórmula do episódio mudando levemente, apesar do clima totalmente episódico, você sentia uma vontade de continuar assistindo.

Eu lembro que foi a primeira obra que eu debati no orkut, procurei teorias…. e acompanhei a terceira temporada, vendo os episódios semanalmente (Ou quase, o fansub atrasava)

Pode parecer que Jigoku Shoujo é quase um alerta de: “A humanidade é uma merda, olha aí” no começo, mas na verdade… ela simplesmente mostra muitas.. facetas. Em vários casos, o laço não é puxado, em vários casos, alguém parece ser uma boa pessoa e é realmente obrigado…. você pode tirar suas conclusões a respeito de cada caso, se era necessário ou não…

Os personagens fixos de Jigoku Shoujo, apesar de não parecerem no começo, são muito bem trabalhados. Com o tempo, descobrimos o passado da Hell Girl e de cada um dos assistentes, e são todos incríveis (A história, o que aconteceu com eles é uma merda). É muito bom ver a devoção deles a Enma Ai (Eu ainda não mencionei, mas esse é o nome dela), e os motivos…

A segunda temporada é minha favorita por causa desse aprofundamento dos assistentes, e o arco final, que dura cinco episódios, é realmente uma das minhas partes favoritas de qualquer anime mangá. É muito bom, e não consegue fazer você parar de ver. E o final é perfeito, realmente. Por isso, eu fiquei um pouco decepcionado quando soube que haveria uma terceira temporada. O final da segunda termina tudo tão bem!

A terceira temporada não é ruim, e tem um dos melhores episódios da série (O passado de um novo assistente da Ai), mas… ela é inferior, e não tem uma plotline que acaba parecendo mais forçada que a das outras. Apesar de ter uma continuidade bem maior, o que é interessante, ela acaba não sendo muito boa. Mas eu ainda gosto, bastante.

É uma série muito boa, e que mesmo depois de muitas outras, ainda é uma das minhas obras relacionadas ao universo otaku favoritas. Tenho um carinho especial. Eu ficava decorando as frases que são recorrentes em cada episódio (São VÁRIAS), falava toda hora disso… Eu comecei a rever para fazer esse texto, e continuo gostando tanto quanto antes.

É uma série marcante pra ser o começo, pela plotline bem mais séria, cenas mais “macabras”, várias mortes e cenas de tortura psicológica… É algo que impressiona pra quem está começando. “Também tem animes asssim?”

Um dos meus animes favoritos, sem dúvida.

PS: As duas primeiras aberturas são ótimas

PS²: O anime tem uma versão em mangá, publicada nos Estados Unidos por completo. Se se interessar…

PS³: EXISTE um site que só pode ser acessado a meia-noite. http://jigokutsushin.de Quer arriscar?

Pobre sombra perdida na escuridão…
Por ferir e desprezar as pessoas,
Sua alma maculada afoga-se na culpa.
Quer saber… Como é a morte?”

Recomendação da Semana: SandLand

“Eu sou malvado! Ontem eu dormi sem escovar os dentes!”

Vocês sabiam que o Toriyama não é considerado um gênio só por Dragon Ball? Sabia que ele tem outros mangás bons pra caramba? Então. Um deles é Sandland.

Sandland Manga (v.1, ch.1, p.0)[Click to view next page or press next or back buttons]

Capa do volume

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