Arquivo mensal: abril 2012

Recomendação da Semana: L∞P

“Tomorrow, i’m already dead’

Desculpem o atraso….

Recomendar uma one-shot soa meio como preguiça (normalmente é), pois você tem que escrever menos pra falar sobre a obra. Mas hoje, estou recomendando porque realmente acho a melhor opção, e acho que vocês devem ler esse mangá (Não custa nada!)

LooP (Os “o” formam o simbolo de infinito) é um mangá de Yasuhiro Kano, autor de alguns mangás publicados na Shonen Jump, como MX0 e o recente Kagami no Kuni no Harisugawa, que são obras que tem um clima mais leve e agradável, o que não é o caso deste título.

O mangá foi publicado na versão mensal da Shonen Jump, a Jump SQ (Ou Jump Square), que é destinada a uma faixa etária mais elevada que a da Jump (em teoria), o que parece adequado pra esse mangá.

Mas então, parando de enrolar, vamos a sinopse desse troço:

Jean é o único herdeiro de uma fortuna e de uma mansão. Um dia, essa mansão na qual ele mora é invadida, e ele acaba sendo assassinado pelos invasores. Porém, esse dia está em um loop (Aí, o nome do mangá!) eterno, com o assassinato dele sendo repetido de novo e de novo… E chegou a 100° vez que esse dia está se repetindo… algo de novo acontecerá?

É um contraste bem legal ver um autor que ficou conhecido por aqui graças a comédias românticas fazendo uma obra tão pesada assim. É uma ideia bem original, e muito bem pensada para uma one-shot, conseguindo desenvolver e concluir bem o enredo mesmo com as poucas páginas. Foi tudo muito bem-feito.

O traço do Kano foi bem adaptado pra uma obra mais séria, e com cenas mais pesadas, conseguindo impactar o leitor com os assassinatos e dar a seriedade necessária a obra.

A história me prendeu facilmente, a narrativa foi bem contada e conseguiu passar bem o drama do protagonista

Se você quiser ler um mangá shonen com um foco um pouco mais pesado e psicólogico (Mas nada ainda MUITO assim, é shonen mesmo), tente esse mangá. Não acho que irá se arrepender.

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Série Temática do Mangathering #3 – Promessas dos Mangás [3/4 – Danilo – Kurogane]

Kurogane é um manga do polêmico Ikezawa “cutucador de intocáveis” Haruto. O chamo assim por ter atacado algumas das obras mais aclamadas pelo grande público da famosa revista Shonen Jump. De fato, não é qualquer mangaka que vai a público afirmar que tal série já deu o que tinha que dar ou que no lugar de tal colega, conseguiria fazer melhor, sendo tais afirmações verdadeiras ou não. Mas voltando ao que Ikezawa fez e não ao que falou, Kurogane é um bom manga. Consegue me prender ao ponto de eu me pegar no meio dia pensando “Hm, que legal, ainda tenho Kurogane pra ler quando chegar em casa” mas não me envolve o suficiente para me fazer, no meio de mais uma emocionante aula de álgebra, pensar “Nossa, acaba logo isso, preciso ir correndo pra casa, Kurogane me aguarda!”.

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Review: Bakuman

Acabou. Finalmente, acabou. Lá se vai um dos meus mangás favoritos. 176 capítulos que flecharam o meu coração.

Pois é, finalmente Bakuman, da dupla Ohba e Obata (de Death Note), que era publicado na Shonen Jump desde 2008, chegou ao seu fim. Antes da review, já adianto: Sou extremamente fanboy desta série que me acompanhou por quase toda a minha “vida otaku”. Leia o resto deste post

Comentários Semanais: South Park [5/14 – Butterballs]

“You want to stop bullyng? With Cartman talking about his vagina?”

Que episódio. Ignorem o resto da temporada, esse foi O EPISÓDIO que mostra porque South Park é South Park.

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Recomendação da semana: Alice

Alice é uma one-shot que foi publicada na Young Champion, e é de autoria de uma dupla de coreanos (Argh). Esta é a recomendação da semana.

Este manhwa conta a história de um médico, Dr. Arlem Heights, que está tratando de uma paciente num estado semelhante ao de coma, e que sofre de uma doença que está sendo pesquisada. Tal doença é chamada de Alice. A essa paciente ainda é ordenada a eutanásia.

Se não me engano, são apenas 28 páginas. A one-shot tem uma quantidade razoável de texto, e permite que a história seja satisfatória. Claro, por ser extremamente pequena, não espere um desenvolvimento de personagens excepcional ou algo do tipo.

Muitos podem achar o desenvolvimento da história (Ou a falta dele, dependendo do ponto de vista) estranho. A doença, Alice, se mostra algo realmente bizarro, e surpreendente. Nunca imaginei que, de certa forma, a one-shot mostraria como a mente humana é afetada por ela. (Na verdade não é bem uma explicação, mas é algo do tipo)

No geral, a arte é ótima e passa bem o clima da história. Esta one-shot me lembrou um pouco Present, one-shot do também coreano Boichi, embora esta “apele” mais para o drama do que Alice. De qualquer maneira, também recomendo Present.

Alice é um bom manhwa. Não é um masterpiece ou algo do tipo, mas é uma boa distração, e bem interessante. Recomendo.

Review: Solanin

Inio Asano foi um mangaká que me impressionou muito, recentemente. Mesmo só tendo lido duas obras dele (Essa que será comentada e a masterpiece Oyasumi Punpun), o pouco que tive contato com o trabalho dele me agradou imensamente. Das obras dele, Solanin, a obra da qual o post se trata, é a mais conhecida aqui no ocidente, inclusive o mangá tendo sido lançado pela LP&M aqui no Brasil ano passado. O mangá, que tem dois volumes, foi publicado durante 2005 e 2006 pela extinta revista Weekly Young Sunday, foi muito bem recebido, ganhando desde prêmios importantes, como o Eisner Award de 2009, quanto ganhando excelentes críticas de todos que leram.

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Série temática do Mangathering #3 – Promessas do mundo dos mangás. [2/4 – Luki – Yamada-kun to 7-nin no Majo]

E aqui estamos nós, para um post da nova série de posts do Mangathering. Dessa vez vou falar de um mangá de comédia que, apesar de curto (só 8 capítulos traduzidos no momento em que escrevo), me surpreendeu positivamente. E esse mangá é Yamada-kun to 7-nin no Majo.

O mangá começou a ser publicado esse ano mesmo, há poucos meses, na Weekly Shonen Magazine (A revista que publica Air Gear (por pouco tempo), Hajime no Ippo e Fairy Tail, por exemplo). É feito por Yoshikawa Miki, a mesma criadora do mangá que fez um relativo sucesso por aqui, Yankee-kun to Megane-chan. Ainda não teve nenhum volume encadernado para sabermos exatamente a recepção do mangá por lá no Japão, mas ele parece estar tranquilo. Até porque é publicado na Shonen Magazine, que não tem costume de cancelar suas obras.

Eu comecei a ler sem esperar muita coisa, só por ler mesmo, mas acabou que foi uma ótima escolha. Eu nunca tinha lido nada da autora, e resolvi ver como eram as obras dela pela mais recente, pois me gastaria menos tempo. Agora já estou com bastante vontade de ler YanMega.

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