Série temática do Mangathering #3 – Promessas do mundo dos mangás. [2/4 – Luki – Yamada-kun to 7-nin no Majo]

E aqui estamos nós, para um post da nova série de posts do Mangathering. Dessa vez vou falar de um mangá de comédia que, apesar de curto (só 8 capítulos traduzidos no momento em que escrevo), me surpreendeu positivamente. E esse mangá é Yamada-kun to 7-nin no Majo.

O mangá começou a ser publicado esse ano mesmo, há poucos meses, na Weekly Shonen Magazine (A revista que publica Air Gear (por pouco tempo), Hajime no Ippo e Fairy Tail, por exemplo). É feito por Yoshikawa Miki, a mesma criadora do mangá que fez um relativo sucesso por aqui, Yankee-kun to Megane-chan. Ainda não teve nenhum volume encadernado para sabermos exatamente a recepção do mangá por lá no Japão, mas ele parece estar tranquilo. Até porque é publicado na Shonen Magazine, que não tem costume de cancelar suas obras.

Eu comecei a ler sem esperar muita coisa, só por ler mesmo, mas acabou que foi uma ótima escolha. Eu nunca tinha lido nada da autora, e resolvi ver como eram as obras dela pela mais recente, pois me gastaria menos tempo. Agora já estou com bastante vontade de ler YanMega.

A história não me pareceu muito interessante à primeira vista. Yamada é um garoto do segundo ano da escola Suzaku High. Ele sempre se atrasa, dorme na aula e tira notas horríveis. Num caminho contrário ao dele, Shiraishi é a garota mais brilhante da escola. Um dia, após eles trombarem na escada, eles… trocam de corpo. Isso mesmo.

Logo é explicado o que faz eles trocarem de corpo, apesar de que ainda continue bem estranho. Mas bem, de cara já vimos que não ia ser uma história muito normal.

A história foi se desenvolvendo bem nesses poucos capítulos. Sem muitas situações desnecessárias, os acontecimentos foram criando uma continuidade, não houveram capítulos que não tiveram importância. Um personagem novo, uma revelação sobre um protagonista, uma descoberta sobre o funcionamento da troca de corpos… A série continuou apresentando coisas novas. Claro, de forma bem leve, afinal o plot não é o GRANDE foco desse mangá. Mas o enredo pareceu ser bem escrito.

O rítmo do mangá é bem fluido, a leitura é rápida e agradável. Acho que é um tipo de mangá que funciona muito bem pra se acompanhar semanalmente, pois é uma leitura agradável mas que não lhe deixa muito ansioso. A arte é bem limpa, e facilita o entendimento da história. A facilidade pra ler é um fator importantíssimo em um mangá que tem como objetivo te divertir, e nisso a autora não decepciona.

Eu comentei brevemente da arte no parágrafo anterior, e é bom notar que ela é muito boa. Não é muito detalhista, ou algo assim, mas o character design é muito bom, e a arte é bonita e ótima pra história. É o bastante. Vocês, se lerem, vão notar que ela é muito parecida com a de Fairy Tail, porque a autora foi assistente do Mashima antes de começar suas próprias séries.

A autora também provou ser competente ao criar personagens. Os principais (3 até o momento) são bem carismáticos, e as interações entre eles foram bem legais. Alguns já mostraram que tem potencial para serem trabalhados em arcos mais sérios, inclusive. A comédia da série também se provou ser bem eficaz, mesmo que não seja de dar gargalhadas.

A Yoshikawa conseguiu continuar criando situações bem interessantes por esses poucos capítulos, sem deixar o mangá maçante em nenhum momento. Foram poucos momentos que desagradaram, e até esses poucos momentos acabaram tendo sua utilidade pra outras ocasiões interessantes do mangá. Outro detalhe é que o mangá ainda não exagerou no fanservice, o pouco que tendo não incomodando.

A autora demostrou bastante capacidade nesses poucos capítulos, e que pode fazer uma grande obra de comédia. Ainda temos várias explicações a serem dadas, ao que parece, e que a série pode ficar mais interessante ainda.

Com personagens carismáticos, uma boa arte, e criatividade nas situações, Yamada-kun foi uma ótima estreia da Shonen Magazine que acho que você não vai se arrepender de ler. É só levar em conta que não é uma obra muito “séria”, e que pode até parecer “bestinha” por isso. Mas é uma obra leve e bem agradável. Mesmo se você não gostar de Gender Bender, pode dar uma chance, pois ele não incomodou e foi surpreendentemente bem utilizado, sem coisas escrotas.

Não há muito a ser analisado (Como eu escrevi tanto sobre oito capítulos??), mas é uma obra de bastante potencial.

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Publicado em abril 13, 2012, em reviews, Série Temática e marcado como , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Ícaro "i" @icaros_i

    O bacana da obra é realmente a forma tranquila que você vai lendo, a leitura flui de um jeito bem agradável e simples.

    O traço ajuda bastante na série também, alguns personagens são bem estilosos (como o Yamada e o Miyamura) e deixam algo “cool” numa história de colegiais. Engraçado que a mangaká realmente gosta de inserir sufixos nos mangás dela, haha, vide Yankee-kun to Megane-chan.

    Texto bem elaborado, Luki, muito bom!

    • Verdade, eu pensei nisso falando do traço, só não deixei muito claro… Mas é, os personagens “cool’ ajudam bastante o fator “diversão” da série.

      Haha, verdade!

      Valeu, i. =P

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