Primeiras impressões: Ixion Saga DT

Olá, queridos leitores!

Há quanto tempo! Vocês devem ter reparado (ou não) na falta de posts do blog na semana passada, e bom, eu devo pedir desculpas por isso. Sabem como é a vida de um estudante; muito estudo, muitas festas, muitas namoradas… E qualquer um que jogue, ou tenha um amigo que gosta de algum MMORPG (como eu), sabe que essas coisas são extremamente distantes de sua realidade. As várias horas gastas em frente ao computador chamando os outros jogadores de noobs e cheaters, upando seus monstrengos estranhos e exalando o cheiro da virgindade impedem que os mundos se cruzem.

E qualquer um que se coloque a ler algumas sinopses de obras lançadas a cada nova temporada de animes, deve ter percebido a gama de séries que tem como temática, justamente, os jogos online. Na maioria são sobre jovens que adentram o mundo virtual de seu jogo favorito, e vivem grandes aventuras num clima de muita curtição. E este anime, Ixion Saga DT, não é diferente; apesar de também ser. É diferente e é parecido. Na verdade, é complicado!

Eis o X da questão: Ixion Saga nos apresenta, basicamente, a um garoto, Kon, que adentra o mundo virtual de seu jogo favorito, e vive grandes aventuras num clima de muita curtição. Ops. Nesse novo universo, o garoto se junta ao grupo da princesa Escarlate, de apenas 8 anos, que está em uma viagem para, finalmente, poder se casar e gerar o equilíbrio do qual o mundo tanto precisa. (Mas ela só tem fuckin’ oito anos!) Junto a ela, estão os seus protetores: Sainglain, um habilidoso espadachim; e Mariandale. Ah, Mariandale.

O que falar dessa figura? Mariandale aparenta ser uma bela garota, com grande habilidade no manuseio de armas de fogo. Mas, e se eu disse que quem a dubla é ninguém mais, ninguém menos, do que o magnífico Jun Fukuyama? É, ele mesmo, da perfeita interpretação de Lelouch, em Code Geass. Mas espera! Ela não era uma garota? Sinto lhe dizer, caro leitor, mas… IT’S A TRAP! Mas não uma trap qualquer, mas uma que é dublada por um dos mais incríveis dubladores de nosso tempo, e que manuseia sua voz com extrema destreza para transformá-la de grave e imponente para delicada e “kawaii desu ne”… e vice-versa. Ah, isso é genial.

Uma princesa mirim emburrada, um brutamonte qualquer, uma trap e um protagonista típico de uma série do tipo. Isso não chama muito a atenção à primeira vista, né? Apesar de parecer clichê- e é!- essas personagens conseguiram, em seus dois primeiros episódios, divertir muito o espectador; sejam nas hilariantes cenas em que a estrela de Jun Fukuyama brilha, ou nas aparições de Elecpyle Dukakis, o suposto adversário do grupo. Aliás, Ixion Saga funciona muito bem como uma paródia à séries com características comuns a ela (as já citadas obras que se passam dentro de um outro universo virtual, os battle shounens tradicionais, etc.) e aos MMORPG fags como um todo.

Outro ponto interessante a se ressaltar é a desmoralização do já citado Elecpyle, e a desconstrução do conceito de inimigo overpower. O cara aparece no anime com pinta de vilão destruidor de universos e borboletas, pra ter sua figura completamente desprestigiada cada vez mais. Cada aparição é uma garantia de boas risadas e de bullying da staff com a própria personagem.

Outro fator que ajuda muito a constituir essa atmosfera de fantasia e aventura proposta pelos jogos, é a trilha sonora. As musicas de fundo são inseridas perfeitamente em cada cena, e combinam perfeitamente com o anime. Elas realmente seguem o estilo das OST’s de RPGs: Rápidas, épicas, memoráveis! Epic win para a produção da série. Graficamente falando, a obra é competente. Não é algo feito para deixar o espectador boquiaberto e fazê-lo contestar qual a verdadeira realidade: a sua, ou a do anime em questão, mas é boa, tanto em animação quanto em arte. Aliás, a arte também é competente na construção da atmosfera desejada, apesar de ter um grande auxílio da excelente trilha sonora.

O segundo episódio da série pareceu focar mais na adaptação de Kon ao novo mundo (apesar de ocorrerem conflitos engraçados e divertidos em sua segunda metade), que era algo que eu realmente esperava, porque o rapaz sequer se questionou sobre sua nova realidade no episódio piloto. Talvez isso possa ser mais uma paródia à séries nas quais o protagonista quer ignorar completamente o novo mundo e resmungar o dia todo de não estar no conforto de sua casa. Se é uma paródia ou não, cabe ao espectador interpretar.

Esses dois primeiros episódios de Ixion Saga DT nos apresentaram uma obra que satiriza a si mesma, parodiando recursos que por ela são utilizadas, inclusive. É como se cuspisse no prato em que comeu, mas de maneira mais sutil. Basicamente, Ixion Saga faz referências claras (e outras nem tanto) a esses clichês presentes em qualquer battle shounen, ao mesmo tempo em que se utiliza de alguns vários, criando uma atmosfera descontraída e cativante, ideal para um shounen de ação. Espero que a série consiga manter o nível para os próximos episódios. E se conseguir, Ixion Saga DT merece ser checado.

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Sobre Daisuke~

Amante de cinema (e de arte e entretenimento de forma geral), adora escrever sobre filmes, livros, mangás, etc.

Publicado em outubro 15, 2012, em Primeiras impressões, Temporada de Animes e marcado como , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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