#Mangathering1ANO Review: Ibitsu

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Ibitsu, ah, Ibitsu. Apresento-lhes uma de minhas cartas na manga.

Este é um mangá que eu guardo há muito tempo para resenhar, mas sempre tive preguiça. Já tive inúmeras ideias para este texto ao longo do ano, mas provavelmente já me esqueci de todas. Ibitsu é um mangá de Ryou Haruto, serializado na Young Gangan em 2009. São quinze capítulos (contando com duas one-shots do autor), compilados em dois volumes. E aí, vai encarar?

A verdade é que este mangá é um dos meus queridinhos dentre os mangás de terror e horror. Não é de nenhum autor famoso, não tem nenhuma história complexa demais, mas é muito divertido. Era uma vez um garoto, Kazuki Itou. Estava ele a levar o lixo para fora, quando se deparara com uma estranha Lolita (?) que o pergunta se ele tem uma irmã. Inocentemente, e já intrigado com aquela figura peculiar, ele diz que sim. A partir deste momento, Kazuki passa a ser perseguido pela garota, que parece querer ser uma irmã para ele.

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Esse conceito de uma garota estranha perseguir alguém a fim de ser sua irmã foi adquirido a partir de diversas alterações na famosa lenda urbana japonesa do “Blue paper, Red paper”, ou como quiserem chamar. Desculpem a empolgação, mas esse mangá é genial! Tá, ele não é nada que possa ser chamado de masterpiece, mas só de ter uma Lolita psicopata, já é diversão garantida. Aliás, eu nunca me assusto/tenho medo com obras do tipo, mas sempre tive meus problemas com histórias de terror protagonizadas por garotinhas. Sabem, garotas são assustadoras, lol. Se vocês discordam, ainda não conheceram a Alexandra . Ainda mais quando ela é uma FUCKIN’ LOLITA. Ela é demais, sério!

Kazuki é o típico protagonista de histórias do tipo: não é uma personagem lá muito interessante. Está lá só para sofrer e investigar os acontecimentos, enquanto tenta proteger sua irmã Hikari, alvo em potencial da misteriosa garota. Aliás, Ibitsu em muito se assemelha com o clássico (oi?) Zashiki Onna, de Minetaro Mochizuki. Ambas as obras têm mulheres misteriosas perseguindo incessantemente um protagonista masculino, e acabam envolvendo uma outra personagem feminina na trama. Na verdade, é como se Ibitsu fosse um Zashiki Onna dos anos 2000, mas, se tratando de qualidade técnica, superior. Ambos intrigam o leitor de maneira impressionante, mas Ryou Haruto parece ter corrigido alguns problemas do seu antecessor espiritual propositalmente. Mesmo assim, é óbvio que Ibitsu tem lá seus problemas, que na verdade são os mais genéricos possíveis, se tratando de uma obra deste gênero. E mesmo que os irmãos não sejam personagens muito atrativos, Remina- a lolita- compensa isso com um visual que, por si só já é carismático, e atos horripilantes.

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Ibitsu não é uma obra de muita violência gráfica, tirando uma ou outra cena, claro. E sua arte é, à primeira vista, bem diferente do habitual. As capas dos volumes são lindíssimas, encantadoras, e me pareceram algo completamente diferente de qualquer outro mangá que já tinha lido, mas na obra em si, não é bem assim. É uma arte competente, sem o virtuosismo dum Takehiko Inoue ou Hiroaki Samura- que fazem coisas diferentes, mas estou utilizando-os apenas para exemplificar uma arte detalhada (!)-, mas bem dinâmica, principalmente se tratando do enquadramento e de páginas de clímax. É uma obra competente no que se sujeita a ser: tem ótimos momentos de suspense, capazes de deixar qualquer um intrigado, utiliza-se de um elemento já tradicional no terror nipônico, uma figura curiosa, que é realmente adorável (no bom sentido… ou melhor, no mau sentido!) e uma exemplar execução de cenas de clímax. É claramente capaz de assustar os mais medrosos, mas não é algo tão assustador assim para os já habituados neste universo. Também está longe de ser algo tecnicamente impecável, mas é, assim como o Zashiki Onna, muito intrigante e divertido.

Capa do segundo volume. O banner do começo do post foi feito com a capa do primeiro.

Capa do segundo volume. O banner do começo do post foi feito com a capa do primeiro.

Ibitsu, junto à Hideout, pode ser um dos mangás capazes de nos apresentar a nova onda dos mangás de terror/horror/suspense/derivados, que em parte se assemelham àqueles filmes slasher que, apesar de não terem roteiro complexo ou qualidade técnica elevada, são muito divertidos. Mas Ibitsu, pelo menos, tem algum mérito- Hideout também, pelo amor de Deus-, alguma coisa realmente boa tecnicamente falando. Por isso eu o recomendo.

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Sobre Daisuke~

Amante de cinema (e de arte e entretenimento de forma geral), adora escrever sobre filmes, livros, mangás, etc.

Publicado em dezembro 18, 2012, em reviews e marcado como , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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