Arquivo do autor:Danilo Apple's

Recomendação da semana: Detroit Metal City

Assassinato, isso é assassinato! Lave suas memórias no sangue fresco!

Não, estimadíssimo leitor do Mangathering, isso não é mais um texto do Daisuke sobre filmes de terror. Muito pelo contrário. É sobre um dos animes mais divertidos, leves e descontraídos já criados: Detroit Metal City ou simplesmente DMC.

O anime é uma OVA (versão especial, curta, normalmente lançada em DVD, blu-ray ou outras coisas do tipo) do mangá de Kiminori Wakasugi. Tem apenas 12 episódios de curta duração, 14 minutos por episódio, é extremamente rápido de se assistir e ótimo para se livrar das tensões de um dia (ou até semana) difícil. Consegue ser mais engraçado do que os programas crentes, com seus pastores de intenções e atitudes suspeitas e seus ingênuos pagantes, quero dizer, fiéis. Concorrência acirrada.

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Série Temática do Mangathering #4 – Mangás de Horror – [2/4 – Danilo – Goth]

E hoje começamos de vez mais uma Série Temática, Mangatheiros de todo o mundo. E começamos com o pé direito. Aliás, não só começamos, a recomendação de hoje é quase que perneta, não há pés esquerdos nessa que eu vejo como a obra mais impecável que eu li/vi desde que entrei nesse mundo de altas otakices. Logicamente tem suas falhas, se não tivesse, eu não estaria aqui escrevendo esse texto, já teria pegado um avião em direção ao Japão pra pedir mais capítulos (infelizmente são só 5). Mas analisando o geral, é incrível, a começar pelos traços. Acho que eu realmente não sabia o que era um bom traço antes de ler esse mangá. É de uma clareza extrema, cenas que muito provavelmente sairiam meio confusas se feitas por um Zé Mangá qualquer, em GOTH (que é uma adaptação de um livro feito por Otsuichi), graças ao grande Kenji Ooiwa, tornam-se de fácil compreensão . Como se não bastasse toda essa qualidade de traço, a trama é muito bem estruturada. Aproveitando o gancho, permitam-me explicar do que se trata o mangá.

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Série Temática do Mangathering #3 – Promessas dos Mangás [3/4 – Danilo – Kurogane]

Kurogane é um manga do polêmico Ikezawa “cutucador de intocáveis” Haruto. O chamo assim por ter atacado algumas das obras mais aclamadas pelo grande público da famosa revista Shonen Jump. De fato, não é qualquer mangaka que vai a público afirmar que tal série já deu o que tinha que dar ou que no lugar de tal colega, conseguiria fazer melhor, sendo tais afirmações verdadeiras ou não. Mas voltando ao que Ikezawa fez e não ao que falou, Kurogane é um bom manga. Consegue me prender ao ponto de eu me pegar no meio dia pensando “Hm, que legal, ainda tenho Kurogane pra ler quando chegar em casa” mas não me envolve o suficiente para me fazer, no meio de mais uma emocionante aula de álgebra, pensar “Nossa, acaba logo isso, preciso ir correndo pra casa, Kurogane me aguarda!”.

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Série temática do Mangathering #3 – Promessas do mundo dos mangás. [1/4 – Apresentação do tema]

Olha quem apareceu, digníssimo leitor! Eu mesmo, o cara que não tem um apelido legal nem altos conhecimentos otakus. Estive ausente durante algum tempo por diversos fatores, fatores os quais não são relevantes no momento porque agora é hora de anunciar, para deleite da nação, o ápice de nossas semanas. Os textos sagrados destes profetas da crítica artística (?): A Série Temática do Mangathering.

Nesse mês as postagens voltam a ser nas sextas feiras. Pois é, além da alegria natural da chegada de um fim de semana, você ainda terá um belo texto a sua espera no seu, no meu, no nosso blog. Agora chega de ficar falando como vendedor de produto da Polishop e vamos direto ao tema desse mês, antes que eu comece a oferecer produtos que nós nem temos aos primeiros leitores que ligarem pro nosso número. (Que por acaso, nós também não temos)

Esse mês falaremos sobre as surpresas, agradáveis ou desagradáveis, no mundo dos mangas. Sobre obras que foram lançadas recentemente. Esperem textos menos emotivos ou cheios de fanboyzismo que os dos últimos dois meses, afinal, ou estamos começando a ler ou ainda vamos começar, então, não há todos esses laços afetivos. Eu acredito que será bastante interessante o especial desse mês, particularmente, gosto de experiências novas e essa será a primeira vez que escreverei sobre um manga pro blog.

A ordem de textos desse mês será: Lucas, eu (Danilo) e Daisuke.

Fiquem no aguardo.

Série Temática do Mangathering #2 – As obras favoritas [2/4 – Danilo e Godfather]

Camisas. Fundos de tela. Referências em textos, filmes e séries. Até pichações em referência já vi. Uma obra prima do cinema, uma obra prima de todas as artes, uma lição de vida, um divisor de águas do cinema internacional. Estas são algumas das definições de um dos maiores filmes de todos os tempos (pra mim, é claro, o maior). “The Godfather”, conhecido e distribuído aqui no Brasil como “O Poderoso Chefão”. (Acho que ambos os nomes são muito bons, mas em inglês é mais coerente à história).

Falar de Poderoso Chefão é falar de família Corleone e é claro, um dos personagens mais emblemáticos da história, Don Vito Corleone. A atuação de Marlon Brando, que por sinal foi um dos maiores atores da história, é tão impressionante que Vito Corleone se tornou um personagem quase que independente do filme em si, uma figura histórica, que mesmo fazendo parte de um filme de época, tornou-se atemporal, com todas as suas lições sobre a honra, o respeito e, sobretudo, família.

Mas falemos sobre a história do filme. A primeira cena, logo de cara, já prende a sua atenção pelo diálogo desenvolvido e a situação retratada. Achei digno de um Nobel as lições de Don Vito. Mas os deixarei no suspense para descobrirem assistindo o filme, vamos resumir essa história logo, estou enrolando demais, é muito sentimento e muita coisa pra falar que até me enrolo.

Don Vito Corleone é o chefe da família Corleone, uma das cinco grandes famílias de mafiosos da cidade de New York. O filme não tem um enredo tão preso a um objetivo de vida em si ou uma história de vida, as situações do filme vão se desenvolvendo no decorrer do mesmo. Se eu falar muito sobre a história, vai parecer um grande spoiler e não vou estragar a surpresa de ninguém porque o filme vale muito a pena. Por tanto só posso dizer que o modo como o filme retrata o lado cultural e histórico dos mafiosos italianos é esplendido. Por exemplo, você sabia que um mafioso chefe de família não pode recusar um pedido no dia do casamento de sua filha? Ou que a heroína é comercializada desde os anos 40? Pois é, isso e muito mais você aprende com o Poderoso Chefão.

O filme me marcou principalmente pela duração. Não sou de ver muitos filmes, não tenho paciência, paro no meio de vários de uma hora e meia, mas com esse de quase três nem percebi o tempo passar direito. É impressionante. The Godfather, fanboyzismos à parte, é um dos maiores filmes da história, em todos os quesitos: atuação, direção, cenários, enredo… TUDO! Recomendo à qualquer um que esteja afim de se impressionar, de ir do riso até o choro na maior facilidade, de ter uma aula de como se tornar um dos homens mais respeitados do século XX mesmo sem nem ao menos existir com essa obra prima: O Padrinho (esse é o nome ridículo, porém muito mais lógico, do filme em Portugal).

(Esclarecendo algumas coisas aos caros leitores: Primeiramente, o texto deveria ter sido postado ontem, mas por questões de força maior, não foi possível a postagem. Segundamente, o texto fala apenas sobre o primeiro filme, não falei sobre as continuações, pois as achei muito abaixo do nível do primeiro filme. Pra quem já viu os três, com certeza sabe o porquê dessa queda de rendimento. É isso, obrigado pela paciência, nós do Mangathering estamos sempre procurando fazer o melhor para você. *sorriso de propaganda*)

Recomendação Especial : Capitães de Areia

Hoje, como muitos sabem (e pros que não sabem, ficam sabendo desde já) é o post especial de último dia do mês, em que um de nós mangatheiros (?) fala sobre uma obra não otaku. Com o agora real início de ano (pós carnaval) achei pertinente fazer uma postagem sobre um livro que normalmente muitas escolas pedem nas listas de paradidáticas: Capitães da Areia.

Confesso que, quando minha professora surgiu com esse nome, achei que o livro seria um verdadeiro porre. O inicio do livro é de fato um pouco entediante, demorei alguns dias pra engatar na leitura, mas quando engatei, não parei mais. A realidade transmitida pelo renomado autor Jorge Amado é impressionante. Eu realmente conseguia imaginar todos os cantos, personagens e recantos narrados no livro. E, apesar de ser um livro bastante antigo, trata de temas bastante atuais como a situação das crianças abandonadas, desigualdade social, preconceito social/racial e, pasmem, até partes de estupro. Claro que há alguns termos linguísticos e temas de época, como a epidemia de varíola, mas nada que complique muito a leitura, só a torna mais interessante.

Eu fiz essa pequena recomendação pra alertar quem por ventura tiver de ler este livro pra escola ou simplesmente quiser uma boa leitura. Capitães da Areia, literatura nacional genuína, com desfechos impressionantes e personagens muito cativantes.

Série Temática do Mangathering #1 – Como tudo começou [2/4 – Danilo e Giant Killing]

É isso mesmo que vocês estão vendo leitores mais assíduos. Sou eu mesmo, Danilo Apple’s, o membro misterioso do blog, aquele nome escurecido ali do lado. Resolvi sair das trevas (literalmente, eu nem to em casa agora) pra me apresentar e ter uma participação um pouco mais ativa por aqui (ah, e claro, parar de ser zoado como estagiário, o bullying rola solto em doses cavalares aqui no blog).

Bom, diferente dos outros membros, não vou inventar nomes bonitos, podem me chamar de Danilo mesmo. A principal coisa que precisam saber sobre minha pessoa é que, dos membros do Mangathering, sou o menos otaku, vi/li muito pouca coisa até então, estou entrando nesse mundo agora. Claro que animes famosos como Pokémon, Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco, Digimon, etc.. fizeram parte da minha infância. Mas na minha mente infantil, eles eram tão desenhos quanto os americanos, pra mim era a mesma coisa, não os via como arte japonesa. Só vim a ter essa noção de animes/mangás há pouco tempo e só vim a realmente me interessar por algo há menos tempo ainda. E é justamente sobre isso que iremos falar hoje: a primeira obra que me cativou, que me incentivou a entrar nesse mundo. E essa obra foi Giant Killing.

Giant Killing é um anime (e também um mangá, mas falarei apenas do anime) basicamente sobre futebol. Mas não envolve bolas pegando fogo após chutes estupidamente potentes ou passes mágicos. Na verdade, pouco envolve o futebol em si, o jogo, ações de campo, apesar de algumas de suas cenas mais emocionantes se passarem em jogo. É muito mais voltado para o backstage, para as táticas e relacionamentos dentro de um clube de futebol. Isso foi uma das coisas que mais me cativou nele, a realidade mostrada, analisar os desfechos de algumas situações, as táticas utilizadas e é claro, os resultados dos jogos. Apesar das cenas de jogo não serem de altíssima qualidade, dá pra ter uma boa noção de como está o jogo e é claro, torcer fanaticamente pela E.T.U.. Bom, me empolguei e acabei adiantando informação do próximo parágrafo: a história do anime.

Vamos à história. Então, o enredo gira em torno da história do clube E.T.U. (East Tokyo United), uma equipe que havia sido uma das mais populares do Japão mas, após a saída de alguns de seus principais jogadores para o exterior, entra em completa decadência, caindo inclusive de divisão. O principal culpado pela torcida é Takeshi Tatsumi, o principal jogador da equipe, que resolve atuar no futebol inglês. Passam-se vários anos, o time consegue, graças ao capitão da equipe, Murakoshi, o “mister E.T.U.”, apelido recebido pela torcida, voltar à primeira divisão e se manter por um ano. Porém a manutenção na elite não foi fácil. O clube passou por diversas mudanças de técnicos e jogos complicados. Uma nova temporada começava, após a manutenção na J-league. A direção queria uma mudança e um novo técnico era necessário, mas um diferente dos últimos, um com um diferencial. E é então que Goro, diretor e ex-jogador da E.T.U, resolve fazer algo que parece loucura, além de extremamente arriscado: trazer Tatsumi de volta à E.T.U, agora como técnico. Na minha opinião, a chegada de Tatsumi ao clube é uma das melhores cenas. Tatsumi é um personagem interessantíssimo, um dos melhores que eu já vi serem criados. Ele transpira auto-confiança sem deixar de parecer um ser humano, sem ser extremamente arrogante. Quando você pensa que ele está completamente errado, ele mostra que tudo estava dentro dos planos. Mas algumas vezes as coisas saem do controle e isso eu achei muito legal, vê-lo lidar com essas situações complicadas.

Bom, descrições à parte, voltemos à história. Apesar da relutância de parte da diretoria e de grande parte dos poucos torcedores que sobraram, Tatsumi assume a equipe. E é daí a história começa a tomar forma e ficar emocionante. Eu não quero de forma alguma estragar a surpresa para quem pretende ver o anime ainda, por isso farei um resumo rápido dos outros três principais personagens da história: Gino, Tsubaki e Murakoshi.

Gino é o cérebro do time. É um jogador extremamente técnico, de passe extremamente refinado, ótimo em bola parada e com incrível visão de jogo, um típico “camisa 10”. É bastante egocêntrico, chegando a ser até algumas vezes fominha, mas raramente errando algo.

Tsubaki é um jogador que vem da base, mais pra compor o fraco elenco do que pra qualquer outra coisa. Mas após Tatsumi observar sua velocidade e resistência extraordinárias, o banca no time titular, apesar dele não ser muito conhecido por ninguém. Mas Tsubaki se mostra um jogador muito diferenciado. Não pela técnica, mas sim pelo seu poder de decisão. Como diz Tatsumi em determinada ocasião, Tsubaki pode errar 10 vezes uma coisa, que quando a acertar uma vez, a acertará de um jeito que ninguém vai esquecer, no momento certo.

Outro personagem muito interessante é Murakoshi: É o capitão e jogador mais querido pela torcida da E.T.U.. Sua determinação o fez levar seu time de volta à primeira divisão. É um personagem quieto, bem naquele estilo durão, com extrema liderança dentro do grupo, chegando a algumas vezes até influenciar nas táticas do time nos momentos de maior crise da equipe. Um jogador que “vestia a camisa” por completo.

E esse é o primeiro post do especial de primeiras obras. Giant Killing: uma obra que me fez adotar um novo time rubro negro em meu coração, a E.T.U.. Tenho ótimas lembranças dessa primeira experiência e estou aqui a espera de uma continuação pra esse anime emocionante do início ao fim. Talvez eu não entenda muito de animes/mangás, mas sou grande fã de futebol, e nesse quesito, Giant Killing é bastante bom.