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#Mangathering1ANO Review: Ibitsu

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Ibitsu, ah, Ibitsu. Apresento-lhes uma de minhas cartas na manga.

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Review: Summer Wars

Quando terminei de assistir a esse filme, me senti obrigado a escrever esta review para que vocês, leitores, saibam o que é essa maravilha da animação japonesa; o que é Summer Wars. Este filme é de 2009, e é dirigido por Mamoru Hosoda (Digimon Adventure: Bokura no War Game, Toki wo Kakeru Shoujo).

Algumas pessoas que me conhecem um pouco sabem que eu sou um grande admirador da franquia Digimon. E Mamoru Hosoda, a mente genial por trás de Summer Wars, é também o homem que fez o masterpiece conhecido como Digimon Adventure: Bokura no War Game. E além disso, o cara trouxe diversos elementos desse outro trabalho para o seu tão merecidamente conceituado Summer Wars. Ele não é bobo, não.

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Recomendação da Semana: L∞P

“Tomorrow, i’m already dead’

Desculpem o atraso….

Recomendar uma one-shot soa meio como preguiça (normalmente é), pois você tem que escrever menos pra falar sobre a obra. Mas hoje, estou recomendando porque realmente acho a melhor opção, e acho que vocês devem ler esse mangá (Não custa nada!)

LooP (Os “o” formam o simbolo de infinito) é um mangá de Yasuhiro Kano, autor de alguns mangás publicados na Shonen Jump, como MX0 e o recente Kagami no Kuni no Harisugawa, que são obras que tem um clima mais leve e agradável, o que não é o caso deste título.

O mangá foi publicado na versão mensal da Shonen Jump, a Jump SQ (Ou Jump Square), que é destinada a uma faixa etária mais elevada que a da Jump (em teoria), o que parece adequado pra esse mangá.

Mas então, parando de enrolar, vamos a sinopse desse troço:

Jean é o único herdeiro de uma fortuna e de uma mansão. Um dia, essa mansão na qual ele mora é invadida, e ele acaba sendo assassinado pelos invasores. Porém, esse dia está em um loop (Aí, o nome do mangá!) eterno, com o assassinato dele sendo repetido de novo e de novo… E chegou a 100° vez que esse dia está se repetindo… algo de novo acontecerá?

É um contraste bem legal ver um autor que ficou conhecido por aqui graças a comédias românticas fazendo uma obra tão pesada assim. É uma ideia bem original, e muito bem pensada para uma one-shot, conseguindo desenvolver e concluir bem o enredo mesmo com as poucas páginas. Foi tudo muito bem-feito.

O traço do Kano foi bem adaptado pra uma obra mais séria, e com cenas mais pesadas, conseguindo impactar o leitor com os assassinatos e dar a seriedade necessária a obra.

A história me prendeu facilmente, a narrativa foi bem contada e conseguiu passar bem o drama do protagonista

Se você quiser ler um mangá shonen com um foco um pouco mais pesado e psicólogico (Mas nada ainda MUITO assim, é shonen mesmo), tente esse mangá. Não acho que irá se arrepender.

Recomendação da semana: Mahou Gyoushounin Roma

Mahou Gyoushounin Roma é um mangá publicado na Shonen Sunday mensal desde 2009. É dele que falarei na recomendação de hoje.

Por enquanto temos poucos capítulos dessa série disponíveis, tanto em português quanto em inglês, mas mesmo assim é possível ter uma noção de como é o mangá.

Mahou Gyoushounin Roma conta a história de uma bruxa chamada Roma, que junto ao seu parceiro Mino, está à procura de “desejos humanos”. Para isso eles procuram por pessoas que nutrem um grande desejo dentro de si.

Você provavelmente não deve estar entendendo a história. Espero que agora ela fique mais clara. Para poder obter esses desejos, Roma oferece às pessoas artefatos mágicos. À primeira vista tais itens são perfeitos, e atendem aos desejos do usuário sem qualquer problema. É obvio que não é assim. Rapadura é doce, mas não é mole, não.

Os objetos cedidos por Roma e seu parceiro costumam ajudar as pessoas, sim. Mas ao mesmo tempo têm seus defeitos e
limitações, parecidos com efeitos colaterais.

A história é contada de maneira episódica, em cada capítulo somos apresentados a um personagem, o seu desejo e o artefato que lhe será oferecido. Não é da maneira que eu gosto, mas Roma é uma exceção. Muitos já começaram a reclamar após pouco mais de dez capítulos traduzidos, mas isso ainda não me incomodou. Claro, se continuar dessa maneira por muito tempo, sem se focar na protagonista da série, vai cansar.

Infelizmente, Roma e o seu parceiro não têm tanto espaço para o desenvolvimento devido à maneira como a história é contada. Mas eu acredito que logo o autor conte mais sobre a protagonista da série. A arte me agrada bastante, é um pouco genérica, mas é bonita.

Recomendo este mangá porque sua leitura é agradável e rápida. Mahou Gyoushounin Roma diverte o leitor mostrando vários objetos mágicos e situações diferentes. Aguardo mais capítulos.

Série Temática do Mangathering #1 – Como tudo começou [3/4 – Lucas e Jigoku Shoujo]

Yami ni madoishi awarena kage yo
Hito o kizutsuke otoshimete
Tsumi ni oboreshi gou no tama
Ippen shinde miru?

É minha vez.

Jigoku Shoujo não foi o primeiro anime que eu vi, nem mesmo o primeiro que eu vi pela internet (Vi Death Note antes). Mas foi o que me impulsionou a conhecer outras obras, discutir sobre elas, procurar informações… Sem ter visto esse anime esse blog não existiria.

Eu conheci o anime pelo Animax, viajando nas férias. Tinha algum conhecimento da palavra “anime”, então, quando vi esse canal, fui correndo por lá, e estava começando isso. Achei a sinopse maneira demais e decidi ver. Adorei, e decidi baixar o anime. Decisão que não me arrependo nem um pouco. Só como curiosidade, foi em janeiro de 2009. Eu tinha 11 anos. A série tem 78 episódios divididos em três temporadas

Existe um boato que existe um site que só pode ser acessado a meia noite, chamado Jigoku Tsuushin (Correspondência do inferno, algo assim). Se você acessá-lo, e dar o nome da pessoa de quem quer se vingar, a Hell Girl (Ou Jigoku Shoujo, que significa exatamente a mesma coisa, “Garota do Inferno”), junto de seus três ajudantes, aparece pra se vingar do indivíduo pra você, o levando pro inferno. Porém, quando você se vinga de alguém, duas covas são abertas. Quando você morrer, irá pro inferno também.

Cada episódio (Até o finalzinho de cada temporada) conta a história de um personagem, o que aconteceu pra ele querer se vingar, ele contatando a Jigoku Shoujo, e ponderando sua decisão. Por mais que o preço a se pagar pareça muito alto, em alguns casos a situação na qual o foco da história parece ser tão desesperadora que você começa a pensar que é a única solução. (As vezes, parece que se vingar de alguém te liberta dos problemas que foram causados por essa pessoa)

A fórmula padrão de mudar a história começa a variar depois de um tempo, de formas bem interessantes. Algumas vezes, o ponto de vista vai de quem vai ser vingado, ou dos assistentes investigando… pode parecer que é uma pessoa que vai mandar a outra pro inferno, e é outra… Os motivos podem ser bastante justificaveis, ou totalmente aleatórios…

Depois de alguns episódios, a série adquire dois novos personagens, um jornalista e sua filha, que começam a procurar saber sobre esse boato, e tentar impedir as pessoas de “puxarem a corda” (Você recebe um boneco de palha com um laço amarrado, para concretizar a vingança basta desamarrá-lo), com ambas as histórias se juntando no final, que tem o grande avanço no plot, com um grand finale de um arco de 3 episódios, que revela a  história da Hell Girl (Esquema repetido na Season 2, a 3 é um pouco mais contínua).

A segunda temporada segue o mesmo estilo, dessa vez com episódios se aprofundando na história dos assistentes da Ai, e com uma sequencia final de episódios incrível, e mais algumas revelações (Sério, revi essa parte muitas vezes), com um ritmo de ação grande e sensação de tensão, que eu adorei. Eu não conseguia parar de ver, falando sério! A season 3 tem um plot mais contínuo, com a ideia geral da temporada aparecendo no primeiro capítulo (Vou tentar não falar muito da história das outras temporadas)

Muitas pessoas tiveram aquela sensação de “sou foda, estou lendo uma obra mais séria” com Death Note. Eu não, tive com Jigoku Shoujo. Eu era bem novo, mas a série tinha vários elementos mais “maneiros” pra me manter assistindo, como várias catchphrases, cenas recorrentes, umas partes mais ou menos de “terror” (A “vingança”, nos primeiros episódios, mostra o protagonista em um tipo de alucinação amedrontadora causada pela Hell Girl + assistentes)…

As histórias de vinganças eram sempre interessantes… revoltantes, tristes, estranhas… E com a fórmula do episódio mudando levemente, apesar do clima totalmente episódico, você sentia uma vontade de continuar assistindo.

Eu lembro que foi a primeira obra que eu debati no orkut, procurei teorias…. e acompanhei a terceira temporada, vendo os episódios semanalmente (Ou quase, o fansub atrasava)

Pode parecer que Jigoku Shoujo é quase um alerta de: “A humanidade é uma merda, olha aí” no começo, mas na verdade… ela simplesmente mostra muitas.. facetas. Em vários casos, o laço não é puxado, em vários casos, alguém parece ser uma boa pessoa e é realmente obrigado…. você pode tirar suas conclusões a respeito de cada caso, se era necessário ou não…

Os personagens fixos de Jigoku Shoujo, apesar de não parecerem no começo, são muito bem trabalhados. Com o tempo, descobrimos o passado da Hell Girl e de cada um dos assistentes, e são todos incríveis (A história, o que aconteceu com eles é uma merda). É muito bom ver a devoção deles a Enma Ai (Eu ainda não mencionei, mas esse é o nome dela), e os motivos…

A segunda temporada é minha favorita por causa desse aprofundamento dos assistentes, e o arco final, que dura cinco episódios, é realmente uma das minhas partes favoritas de qualquer anime mangá. É muito bom, e não consegue fazer você parar de ver. E o final é perfeito, realmente. Por isso, eu fiquei um pouco decepcionado quando soube que haveria uma terceira temporada. O final da segunda termina tudo tão bem!

A terceira temporada não é ruim, e tem um dos melhores episódios da série (O passado de um novo assistente da Ai), mas… ela é inferior, e não tem uma plotline que acaba parecendo mais forçada que a das outras. Apesar de ter uma continuidade bem maior, o que é interessante, ela acaba não sendo muito boa. Mas eu ainda gosto, bastante.

É uma série muito boa, e que mesmo depois de muitas outras, ainda é uma das minhas obras relacionadas ao universo otaku favoritas. Tenho um carinho especial. Eu ficava decorando as frases que são recorrentes em cada episódio (São VÁRIAS), falava toda hora disso… Eu comecei a rever para fazer esse texto, e continuo gostando tanto quanto antes.

É uma série marcante pra ser o começo, pela plotline bem mais séria, cenas mais “macabras”, várias mortes e cenas de tortura psicológica… É algo que impressiona pra quem está começando. “Também tem animes asssim?”

Um dos meus animes favoritos, sem dúvida.

PS: As duas primeiras aberturas são ótimas

PS²: O anime tem uma versão em mangá, publicada nos Estados Unidos por completo. Se se interessar…

PS³: EXISTE um site que só pode ser acessado a meia-noite. http://jigokutsushin.de Quer arriscar?

Pobre sombra perdida na escuridão…
Por ferir e desprezar as pessoas,
Sua alma maculada afoga-se na culpa.
Quer saber… Como é a morte?”