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Série Temática do Mangathering #1 – Como tudo começou [2/4 – Danilo e Giant Killing]

É isso mesmo que vocês estão vendo leitores mais assíduos. Sou eu mesmo, Danilo Apple’s, o membro misterioso do blog, aquele nome escurecido ali do lado. Resolvi sair das trevas (literalmente, eu nem to em casa agora) pra me apresentar e ter uma participação um pouco mais ativa por aqui (ah, e claro, parar de ser zoado como estagiário, o bullying rola solto em doses cavalares aqui no blog).

Bom, diferente dos outros membros, não vou inventar nomes bonitos, podem me chamar de Danilo mesmo. A principal coisa que precisam saber sobre minha pessoa é que, dos membros do Mangathering, sou o menos otaku, vi/li muito pouca coisa até então, estou entrando nesse mundo agora. Claro que animes famosos como Pokémon, Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco, Digimon, etc.. fizeram parte da minha infância. Mas na minha mente infantil, eles eram tão desenhos quanto os americanos, pra mim era a mesma coisa, não os via como arte japonesa. Só vim a ter essa noção de animes/mangás há pouco tempo e só vim a realmente me interessar por algo há menos tempo ainda. E é justamente sobre isso que iremos falar hoje: a primeira obra que me cativou, que me incentivou a entrar nesse mundo. E essa obra foi Giant Killing.

Giant Killing é um anime (e também um mangá, mas falarei apenas do anime) basicamente sobre futebol. Mas não envolve bolas pegando fogo após chutes estupidamente potentes ou passes mágicos. Na verdade, pouco envolve o futebol em si, o jogo, ações de campo, apesar de algumas de suas cenas mais emocionantes se passarem em jogo. É muito mais voltado para o backstage, para as táticas e relacionamentos dentro de um clube de futebol. Isso foi uma das coisas que mais me cativou nele, a realidade mostrada, analisar os desfechos de algumas situações, as táticas utilizadas e é claro, os resultados dos jogos. Apesar das cenas de jogo não serem de altíssima qualidade, dá pra ter uma boa noção de como está o jogo e é claro, torcer fanaticamente pela E.T.U.. Bom, me empolguei e acabei adiantando informação do próximo parágrafo: a história do anime.

Vamos à história. Então, o enredo gira em torno da história do clube E.T.U. (East Tokyo United), uma equipe que havia sido uma das mais populares do Japão mas, após a saída de alguns de seus principais jogadores para o exterior, entra em completa decadência, caindo inclusive de divisão. O principal culpado pela torcida é Takeshi Tatsumi, o principal jogador da equipe, que resolve atuar no futebol inglês. Passam-se vários anos, o time consegue, graças ao capitão da equipe, Murakoshi, o “mister E.T.U.”, apelido recebido pela torcida, voltar à primeira divisão e se manter por um ano. Porém a manutenção na elite não foi fácil. O clube passou por diversas mudanças de técnicos e jogos complicados. Uma nova temporada começava, após a manutenção na J-league. A direção queria uma mudança e um novo técnico era necessário, mas um diferente dos últimos, um com um diferencial. E é então que Goro, diretor e ex-jogador da E.T.U, resolve fazer algo que parece loucura, além de extremamente arriscado: trazer Tatsumi de volta à E.T.U, agora como técnico. Na minha opinião, a chegada de Tatsumi ao clube é uma das melhores cenas. Tatsumi é um personagem interessantíssimo, um dos melhores que eu já vi serem criados. Ele transpira auto-confiança sem deixar de parecer um ser humano, sem ser extremamente arrogante. Quando você pensa que ele está completamente errado, ele mostra que tudo estava dentro dos planos. Mas algumas vezes as coisas saem do controle e isso eu achei muito legal, vê-lo lidar com essas situações complicadas.

Bom, descrições à parte, voltemos à história. Apesar da relutância de parte da diretoria e de grande parte dos poucos torcedores que sobraram, Tatsumi assume a equipe. E é daí a história começa a tomar forma e ficar emocionante. Eu não quero de forma alguma estragar a surpresa para quem pretende ver o anime ainda, por isso farei um resumo rápido dos outros três principais personagens da história: Gino, Tsubaki e Murakoshi.

Gino é o cérebro do time. É um jogador extremamente técnico, de passe extremamente refinado, ótimo em bola parada e com incrível visão de jogo, um típico “camisa 10”. É bastante egocêntrico, chegando a ser até algumas vezes fominha, mas raramente errando algo.

Tsubaki é um jogador que vem da base, mais pra compor o fraco elenco do que pra qualquer outra coisa. Mas após Tatsumi observar sua velocidade e resistência extraordinárias, o banca no time titular, apesar dele não ser muito conhecido por ninguém. Mas Tsubaki se mostra um jogador muito diferenciado. Não pela técnica, mas sim pelo seu poder de decisão. Como diz Tatsumi em determinada ocasião, Tsubaki pode errar 10 vezes uma coisa, que quando a acertar uma vez, a acertará de um jeito que ninguém vai esquecer, no momento certo.

Outro personagem muito interessante é Murakoshi: É o capitão e jogador mais querido pela torcida da E.T.U.. Sua determinação o fez levar seu time de volta à primeira divisão. É um personagem quieto, bem naquele estilo durão, com extrema liderança dentro do grupo, chegando a algumas vezes até influenciar nas táticas do time nos momentos de maior crise da equipe. Um jogador que “vestia a camisa” por completo.

E esse é o primeiro post do especial de primeiras obras. Giant Killing: uma obra que me fez adotar um novo time rubro negro em meu coração, a E.T.U.. Tenho ótimas lembranças dessa primeira experiência e estou aqui a espera de uma continuação pra esse anime emocionante do início ao fim. Talvez eu não entenda muito de animes/mangás, mas sou grande fã de futebol, e nesse quesito, Giant Killing é bastante bom.

Primeiras Impressões: Area no Kishi

Olá, aqui estou eu (L./Luki) com as primeiras impressões de um anime dessa nova temporada, o único que eu estava certo de que ia ver. Area no Kishi é um mangá publicado na Shonen Magazine desde 2006, que ganhou uma adaptação em anime pelo estúdio Shin-ei Animation agora em janeiro. É um mangá que gosto, e eu queria conferir se a adaptação em anime ia fazer jus ao original.

Area no Kishi começa mostrando um jogo do Japão sub-15 x Brasil sub-15. A estrela do Japão é Aizawa Suguru, e seu irmão mais novo, Aizawa Kakeru, era um dos espectadores. Todas as esperanças do futebol japonês estão depositadas em Suguru, e ele justifica isso conseguindo fazer o Japão empatar com o todo-poderoso Brasil. A história é contada no ponto de vista de Kakeru. Logo após, vemos o dia a dia no clube de futebol da escola dos irmãos, onde Suguru obviamente é o ídolo, e Kakeru, por escolha própria, é um reles ajudante.

Após um pouco da rotina do clube, e apresentação de alguns outros personagens, uma garota aparece lá e vai falar com Kakeru. De início ele não se lembra dela, mas ela se apresenta como Seven, e era uma amiga de infância dele. Não vou descrever o episódio inteiro, mas é deste ponto que a série parte. Suguru sabe da qualidade de Kakeru e não entende porque ele não quer jogar e se contenta em ser um ajudante. Os motivos de Kakeru vão ser revelados logo no anime.

O ritmo do episódio foi bem satisfatório. Nenhuma cena ficou enrolada demais, e em só uma parte eu achei que ficou muito resumida, e deveria ser melhor mostrada (A do Kakeru treinando). Pouco mais de um capítulo foi coberto nesse episódio. Isso pode parecer pouco, mas o primeiro capítulo tem 90 páginas. Pode não ter acontecido muita coisa na história ainda, mas o anime não ficou maçante em nenhum momento, e isso é um grande ponto positivo.

A única coisa que realmente chegou a me incomodar na direção foi o excesso de gags visuais, mas isso é pessoal, e pode agradar vocês. A história do anime ainda não é muito aprofundada nesse episódio, mas há algumas pistas para os momentos mais sérios que o anime terá logo a seguir. Uma cena  acrescentada foi uma boa escolha, e ela será importante mais tarde. O diretor, Ogura Hirofumi, que tem animes como Gintama e Kekkaishi no currículo, mostrou um bom trabalho, à primeira vista. Mas o momento definitivo pra avaliar a qualidade do anime ainda não chegou.

Os personagens também não foram muito aprofundados nesse episódio, mas já temos o básico de cada um deles, com demostrações de como eles são e da relação entre eles. O anime conseguiu passar a mesma sensação que o mangá, e apesar de algumas coisas terem faltado, foi um bom episódio.

Quanto à parte técnica, a arte ficou boa no geral, idem para a animação. As cenas de futebol ficaram bem feitas, nada demais, mas boa o suficiente. O que me incomodou foi o design do Kakeru e da Seven, que são as personagens principais, o que acaba agravando o problema. Mas nesse caso, é simplesmente uma questão de eu já ter lido o mangá. O Kakeru tem um cara menos “infantil” nele. A dublagem conseguiu passar bem a personalidade dos personagens, com exceção, de novo, do Kakeru. Eu espero que isso melhore um pouco mais pra frente, mas não é nada que vá comprometer o anime.

Há pouco a dizer do anime ainda, o começo é meramente introdutório. Mas já mostrou que tem potencial para fazer um trabalho como o do mangá. Se você gosta de animes de esportes, vale a pena.