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Recomendação da Semana: L∞P

“Tomorrow, i’m already dead’

Desculpem o atraso….

Recomendar uma one-shot soa meio como preguiça (normalmente é), pois você tem que escrever menos pra falar sobre a obra. Mas hoje, estou recomendando porque realmente acho a melhor opção, e acho que vocês devem ler esse mangá (Não custa nada!)

LooP (Os “o” formam o simbolo de infinito) é um mangá de Yasuhiro Kano, autor de alguns mangás publicados na Shonen Jump, como MX0 e o recente Kagami no Kuni no Harisugawa, que são obras que tem um clima mais leve e agradável, o que não é o caso deste título.

O mangá foi publicado na versão mensal da Shonen Jump, a Jump SQ (Ou Jump Square), que é destinada a uma faixa etária mais elevada que a da Jump (em teoria), o que parece adequado pra esse mangá.

Mas então, parando de enrolar, vamos a sinopse desse troço:

Jean é o único herdeiro de uma fortuna e de uma mansão. Um dia, essa mansão na qual ele mora é invadida, e ele acaba sendo assassinado pelos invasores. Porém, esse dia está em um loop (Aí, o nome do mangá!) eterno, com o assassinato dele sendo repetido de novo e de novo… E chegou a 100° vez que esse dia está se repetindo… algo de novo acontecerá?

É um contraste bem legal ver um autor que ficou conhecido por aqui graças a comédias românticas fazendo uma obra tão pesada assim. É uma ideia bem original, e muito bem pensada para uma one-shot, conseguindo desenvolver e concluir bem o enredo mesmo com as poucas páginas. Foi tudo muito bem-feito.

O traço do Kano foi bem adaptado pra uma obra mais séria, e com cenas mais pesadas, conseguindo impactar o leitor com os assassinatos e dar a seriedade necessária a obra.

A história me prendeu facilmente, a narrativa foi bem contada e conseguiu passar bem o drama do protagonista

Se você quiser ler um mangá shonen com um foco um pouco mais pesado e psicólogico (Mas nada ainda MUITO assim, é shonen mesmo), tente esse mangá. Não acho que irá se arrepender.

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Recomendação da Semana: Donten Prism Solar Car

Bom e curto, numa revista shonen da Shueisha. Meio raro, não?

Donten Prism Solar Car é um mangá de autoria de Ohtagaki Yasuo e com a arte de Yuusuke Murata, reconhecido por ter desenhado o excelente Eyeshield 21. Foi publicado na Jump SQ (Uma revista shonen mensal da Shueisha, direcionada à um publico um pouco mais velho que o que compra a Jump semanal. Publica, entre outras obras, Claymore e o hit atual Ao no Exorcist) durante 9 capítulos, que foram compilados em dois volumes.

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Recomendação da Semana: Personant

“Está sem ideias? Leia um one-shot e o recomende, correndo.” – Lucas Paulino

Personant 0 at MangaFox.com

Personant é um one-shot de 58 páginas feito por Komi Naoshi, que publicou Double Arts e agora publica Nisekoi na Shonen Jump (Eu não preciso falar que revista é essa, certo? Prossigamos). Foi publicado em uma revista mensal da linha Jump, a Jump SQ (Que tem Claymore e Ao no Exorcist), em 2008.

A história se passa em um futuro distante, no ano de 3333, em que todos usam as “Personants”, que são como máscaras de alta tecnologia, criadas pra evitar discriminação e desigualdade (A ideia é de que todos seriam IGUAIS usando aquelas mascaras, o rosto de todos não seria visto). Já se passaram 100 anos desde que as máscaras foram implementadas, e a sociedade se adaptou a isso… Mas ainda assim, um homem não usa essas Personants, e é o criminoso mais procurado do planeta.

É uma premissa bem interessante, e que abre alguns questionamentos. “Vale a pena abdicar da invididualidade em nome da paz ?” “Um mundo assim seria bom de se viver?” Não são muito explorados, até pelo curto espaço, mas são ideias interessantes. O mangá poderia ser ótimo se durasse  um pouco mais de tempo, como um volume ou dois.

O desenvolvimento da one-shot não é muito surpreendente. Como é comum, a falta de espaço acaba fazendo algumas coisas (motivações, passado dos personagens, etc) serem explicadas por diálogos mais expositivos. Não é ruim, é bem feito dentro das possibilidades.

Gosto muito do traço do Naoshi. É bem agradável e bem desenhado, enquanto com um espírito bem shounen. A narrativa dele também é agradável, e transforma a história em algo bem divertido de ler. A conclusão é bem feita, apesar de não ser nada muito surpreendente… são cenas legais.

É uma história com uma premissa interessante, que merecia ter sido melhor desenvolvida em mais capítulos. Ainda assim, é uma leitura muito divertida. Se você gosta das obras e dos personagens do Naoshi, deve gostar.