Arquivos do Blog

Recomendação da Semana: Island (Komi Naoshi)

Pela segunda semana seguida, uma one-shot do autor de Double Arts e Nisekoi será recomendada. E é a que eu considero a melhor dele até então. Este one-shot foi publicado no ano de 2007, na Akamaru Jump (revista da Shueisha que serve pra testar autores novatos, normalmente).

A história se passa em uma ilha em um futuro alternativo, protegida por muralhas gigantes, e conta a história de Aira, uma garota com 14 anos recém-completos que tem um sonho de descobrir o que existe no mundo lá fora. Mas uma grande surpresa a aguarda a respeito disso….

Para uma one-shot ser realmente boa, ela tem que conseguir desenvolver e concluir bem seu enredo mesmo com um numero reduzido de páginas. E o Naoshi consegue fazer isso muito bem com Island.

A história tem um clima muito bom, e se desenvolve com qualidade, enquanto prepara os leitores pra revelação, que vamos descobrindo junto com a protagonista, o que causa uma boa surpresa no leitor. O universo que o autor criou, da ilha, dos personagens, e da relação entre eles, dá um clima agradável a história, assim como seu final, que é bem motivador e esperançoso, mas longe de ser estúpido.

Acho legal ver como o autor consegue fazer uma boa história shounen sem grandes elementos de ação, ou sem uma grande necessidade de criar tensão no leitor. A história tem um ritmo tranquilo, ainda que não sendo maçante em nenhum momento.

A protagonista (Que por sinal, é feminina, coisa rara numa história desse tipo) é uma personagem que consegue ser bem trabalhada nessas poucas 44 páginas.

Quanto a arte, eu sempre disse gostar muito do traço do mangaka. É bem simpático, mesmo não sendo incrivelmente detalhado, eu considero bem bonito. Ajuda bem a contar a história.

Uma one-shot original e bem feita, que eu considero a melhor obra do Naoshi. Leiam, não se arrependerão.

Recomendação da semana: Apple

Olá, leitores. Como avisado no twitter do Mangathering, a “Recomendação da semana” não será mais postada às quartas-feiras, mas sim às quintas. Quarta-feira é, provavelmente, o dia mais “puxado” para nós, do Mangathering, por isso havia uma pequena dificuldade com o prazo, embora na maioria das vezes os textos tenham sido postados pontualmente.

Eu sempre tenho muitas dúvidas de que obra recomendar. Neste caso, não foi diferente. Para falar a verdade, eu sempre penso se devo recomendar algo que já li/assisti há algum tempo, ou se devo ler/assistir algo inédito (pelo menos para mim) especialmente para esta recomendação. Desta vez eu optei por ler um mangá apenas para recomendar, caso gostasse, obviamente. Após fazer isso, conclui que a obra lida não teria um texto que fosse, pelo menos, satisfatório, por ter uma história confusa, embora interessante. Então decidi ler uma one-shot. Eu costumo recomendar one-shots e séries curtas, pois são de fácil acesso e leitura.

Leia o resto deste post

Recomendação da Semana: Personant

“Está sem ideias? Leia um one-shot e o recomende, correndo.” – Lucas Paulino

Personant 0 at MangaFox.com

Personant é um one-shot de 58 páginas feito por Komi Naoshi, que publicou Double Arts e agora publica Nisekoi na Shonen Jump (Eu não preciso falar que revista é essa, certo? Prossigamos). Foi publicado em uma revista mensal da linha Jump, a Jump SQ (Que tem Claymore e Ao no Exorcist), em 2008.

A história se passa em um futuro distante, no ano de 3333, em que todos usam as “Personants”, que são como máscaras de alta tecnologia, criadas pra evitar discriminação e desigualdade (A ideia é de que todos seriam IGUAIS usando aquelas mascaras, o rosto de todos não seria visto). Já se passaram 100 anos desde que as máscaras foram implementadas, e a sociedade se adaptou a isso… Mas ainda assim, um homem não usa essas Personants, e é o criminoso mais procurado do planeta.

É uma premissa bem interessante, e que abre alguns questionamentos. “Vale a pena abdicar da invididualidade em nome da paz ?” “Um mundo assim seria bom de se viver?” Não são muito explorados, até pelo curto espaço, mas são ideias interessantes. O mangá poderia ser ótimo se durasse  um pouco mais de tempo, como um volume ou dois.

O desenvolvimento da one-shot não é muito surpreendente. Como é comum, a falta de espaço acaba fazendo algumas coisas (motivações, passado dos personagens, etc) serem explicadas por diálogos mais expositivos. Não é ruim, é bem feito dentro das possibilidades.

Gosto muito do traço do Naoshi. É bem agradável e bem desenhado, enquanto com um espírito bem shounen. A narrativa dele também é agradável, e transforma a história em algo bem divertido de ler. A conclusão é bem feita, apesar de não ser nada muito surpreendente… são cenas legais.

É uma história com uma premissa interessante, que merecia ter sido melhor desenvolvida em mais capítulos. Ainda assim, é uma leitura muito divertida. Se você gosta das obras e dos personagens do Naoshi, deve gostar.