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Review: O Livro do Cemitério (The Graveyard Book)

livrodoEsta é a minha primeira vez escrevendo sobre um livro. Paciência, então, vos peço. Espero que gostem. O livro escolhido para o meu debut no ramo foi O Livro do Cemitério (The Graveyard Book), escrito por Neil Gaiman (o homem por trás de Sandman e Coraline) e ilustrado por Dave McKean.

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#CorrenteDeReviews: [C] – The Money of Soul and Possibility Control

[C] – The Money of Soul and Possibility Control, ou simplesmente [C], é um anime de 2011, dirigido por Kenji Nakamura e exibido no famoso bloco noitaminA, que já exibiu obras bastante renomadas como Honey & Clover e Shiki.

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Recomendação da semana: Bungaku Shoujo to Shi ni Tagari no Douke

Gostaria de pedir a Raul Seixas a permissão para utilizar sua célebre expressão “metamorfose ambulante” em função deste texto. É isso que Bungaku Shoujo to Shi ni Tagari no Douke é; uma metamorfose ambulante.

Este mangá, serializado na Gangan Joker, é baseado na light novel Bungaku Shoujo, que chegou inclusive a ganhar uma versão animada em filme, e tem vinte e três capítulos (Três volumes). Pelo que eu pesquisei, existem inclusive outros animes e mangás baseados na novel, contando outras histórias da obra original, creio eu. Leia o resto deste post

Série Temática do Mangathering #4 – Mangás de Horror – [2/4 – Danilo – Goth]

E hoje começamos de vez mais uma Série Temática, Mangatheiros de todo o mundo. E começamos com o pé direito. Aliás, não só começamos, a recomendação de hoje é quase que perneta, não há pés esquerdos nessa que eu vejo como a obra mais impecável que eu li/vi desde que entrei nesse mundo de altas otakices. Logicamente tem suas falhas, se não tivesse, eu não estaria aqui escrevendo esse texto, já teria pegado um avião em direção ao Japão pra pedir mais capítulos (infelizmente são só 5). Mas analisando o geral, é incrível, a começar pelos traços. Acho que eu realmente não sabia o que era um bom traço antes de ler esse mangá. É de uma clareza extrema, cenas que muito provavelmente sairiam meio confusas se feitas por um Zé Mangá qualquer, em GOTH (que é uma adaptação de um livro feito por Otsuichi), graças ao grande Kenji Ooiwa, tornam-se de fácil compreensão . Como se não bastasse toda essa qualidade de traço, a trama é muito bem estruturada. Aproveitando o gancho, permitam-me explicar do que se trata o mangá.

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Série Temática do Mangathering #2 – As obras favoritas [4/4 – Luki – Desventuras em Série]

 


“Please read something else.”

Aviso. Esse é um post fanboy. Mesmo. Não espere uma análise técnica, isso é uma exaltação da obra.

Desventuras em Série é uma obra especial pra mim. Nem eu sei direito porque, vou ver se consigo entender melhor escrevendo isso. Mas tenho a impressão que, 2011 (entre outras coisas, claro) vai ser “o ano que eu li Desventuras em Série”.

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Review: Blue Heaven

Blue Heaven é um manga de Takahashi Tsutomu, autor conhecido por seus trabalhos em Alive!, Skyhigh, entre outros. Foi publicado entre 2002 a 2003, na Young Jump (lar de obras como Gantz, Elfen lied, Liar Game, REAL e Zetman) e tem 24 capítulos (mais três especiais com outra história do autor) compilados em três volumes.

Certo dia, o navio mais luxuoso do mundo, o Blue Heaven, passa por um barco naufragado. O capitão fica um pouco relutante quanto a checar se existem pessoas nele, e salvá-las, mas acaba sendo convencido.

Sano Yukinobu é um agente de segurança, e foi um dos homens enviados para resgatar as pessoas do pequeno barco. Dois homens foram encontrados com vida no barco, mas Sano encontrou manchas de sangue no local, fato que o deixou intrigado.

Um desses homens, Ri Seiryuu é, na verdade, um criminoso. E começa uma caça ao assassino no luxuoso navio. O mangá tem três personagens importantes, são eles o agente Sano, o criminoso Seiryuu e a funcionária do Blue Heaven, Yoshiko Natsukawa. Ao longo do mangá somos apresentados ao passado de Seiryuu e a mais detalhes sobre o mesmo, por isso não vou ficar dando spoilers aqui.

Blue Heaven é um mangá excelente! É impossível não ficar curioso com o que acontecerá nas próximas cenas. A caça ao criminoso é fantástica de se acompanhar, e mesmo em poucos capítulos os personagens se mostram bem construídos e muito interessantes.

O mangá tem tudo que uma história policial tem direito! Massacres e cenas violentas (Que nem sempre são tão necessárias, mas ajudam a compor o clima), drama, personagens doidos, enfim, tudo o que se pode imaginar! Lembrando que tem algumas cenas fortes (nem tanto), que podem desagradar alguns leitores.

A arte é fantástica, e complementa a história de maneira magnífica. Além dos personagens serem muito bem desenhados, as cenas que mostram o navio pelo lado externo são lindíssimas.

Blue heaven é um seinen de ação que prende o leitor utilizando de vários recursos. Um dos melhores mangás que já li. Adrenalina do início ao fim. E no terceiro volume temos três capítulos extras com outra história do mesmo autor, que embora seja interessante, nem se compara à Blue Heaven.

Review: Manhole, de Tsutsui Tetsuya

Bem… olá a todos mais uma vez, este que vos fala é o Luki (Ou L., whatever). Farei outra review aqui hoje, dessa vez a respeito do mangá Manhole.


Eu também tenho a pretensão de falar de alguns mangás mais undergrounds (Eu tenho uma definição totalmente arbitrária do que é underground, mas existe uma definição exata?) nas reviews, para apresentar obras que gosto, e isso vai começar com a minha obra favorita de um dos meus autores desconhecidos favoritos, Manhole, de Tsutsui Tetsuya.


Manhole é um mangá de horror/mistério que foi publicado na revista Young Gangan (A mesma de mangás como Bitter Virgin, Arakawa Under the Bridge e Bamboo Blade (Sim, essa revista é bizarra demais)) em 2006, durando 3 volumes (E é a maior obra dele, pelo que consegui descobrir).


Manhole começa de uma forma bem… memorável. Uma cidade está vivendo sua rotina, pessoas caminhando, vendedores anunciando produtos… quando sai de um bueiro um homem totalmente nu. Os cidadãos, claro, ficam em estado de choque. Um jovem, ouvindo música e olhando seu celular, não presta atenção nisso e esbarra no tal homem, que em seguida, vomita nele. O jovem, em pânico, empurra ele e sai correndo. Após isso, na autópsia e em investigações, é descoberto que o homem tinha um verme, um parasita, vivendo nele, e que ele tinha sido enviado para um “instituto”, e indícios diziam que o verme tinha sido implantado nele lá. Então, a história se desenrola, com a dupla de policiais protagonistas investigando o crime, enquanto a polícia/departamento de saúde tem que evitar a epidemia.


A história prossegue um ritmo calmo, enquanto somos apresentados aos elementos do enredo. O clima da história é bastante bom, é condizente com o que está acontecendo sem ser muito obscuro. A série consegue até ser uma obra leve em alguns momentos. Mas quando necessário, o autor consegue dar a seriedade necessária à situação. Os rumos que a história toma são bons, fazem você continuar interessado no enredo. O final da história é bem resolvido, também. É uma história bem-feita, com vários bons momentos, de uma leitura  fácil, em que poucas coisas da história podem realmente incomodar.


 A dupla de protagonistas é muito boa. Não são aqueles personagens que você vai louvar eternamente, com frases de efeitos, demostrações de “fodice” (Apesar de que quando necessário, eles vão protagonizar boas cenas) são só agradáveis e bem construídos, e as interações entre eles são bem divertidas.


A parte de “horror” da série não é tão grande. Se resume só a algumas cenas um pouco “gore”, e dependendo do leitor, o pensamento de “E se essa epidemia acontecesse?”, que pode ser bem assustador ao pensarmos um pouco mais nisso. Quanto a arte, ela é irregular em alguns momentos, mas no geral é boa e transmite bem o que a cena quer passar. Os character designs são simples, mas bons.


Talvez o principal “defeito” da obra (não para mim), seja a falta de algo a mais. Ela não tem uma profundidade muito grande, não tem cenas muito épicas, momentos emocionantes, mindfucks, plottwists intensos… Nada do tipo. Ela é simplesmente uma ótima história de mistério, com boas ideias, muito bem-feita, como é o padrão desse autor. Os 3 volumes podem ser lidos de uma tacada só, é uma boa pedida quando quiser ler algo do gênero. Ela não tem nenhum diferencial íncrivel, além de ser uma boa história, mas isso não é o bastante?

Vale a pena ler. Ele está disponível em português na Chrono, já concluído.

PS: Se alguém já leu Reset, do mesmo autor, o protagonista masculino da obra faz uma participação nessa.

Lucas “L.”