Arquivos do Blog

Recomendação da semana: Kon no ki Konoha

Hoje farei a recomendação da semana no lugar do Lucas.

Sahara Mizu e one-shot. Duas coisas que combinam, mas ao mesmo tempo não se bicam. A moça, artista de alguns mangás já comentados por aqui (Como Watashitachi no Shiawase na Jikan, Hoshi no Koe e Fuyu no Hana. Este último contando com o roteiro dela também) sempre utiliza uma “fórmula” para os seus mangás de capítulo único, mas eles sempre contam histórias interessantíssimas que, quanto mais perto do final, chegam a um nível extremo de drama.

Leia o resto deste post

Anúncios

Recomendação da Semana : Fuyu no Hana

Fuyu no Hana é um mangá interessante. É difícil falar dele, afinal, é uma one-shot cuja sinopse já entrega toda a história. Ou quase. Este é mais um mangá da artista (Ela tem vários pseudônimos, não sei como chamar) de Watashitachi no Shiawase na Jikan e Hoshi no Koe (Ambos têm textos no blog, aqui e aqui), mas nestas obras ela apenas fez a arte, em Fuyu no Hana a história também ficou a cargo dela.

Os protagonistas são Itadori e Rakka. O mangá começa mostrando-os em sua infância, e também nos apresenta à irmã de Itadori. Ela arruma o cabelo de Rakka que estava bagunçado devido às brincadeiras.

A irmã tinha cheiro de flores, segundo a jovem Rakka, que mal sabia que ela tinha uma espécie de flor. Quando esta flor germinar, o hospedeiro morre.

O mangá conta com time skips e tudo mais. Mais a frente, com os protagonistas mais velhos e a irmã de Itadori já morta, o garoto rouba um beijo de Rakka, dizendo que o inseto hospedeiro deve ficar longe dos outros insetos, e que esta era a última vez em que ele poderia tocá-la. Mais detalhes são explicados ao longo do capítulo.

Fuyu no Hana tem apenas trinta e quatro páginas. Aí está o seu defeito. Se fosse uma série, e tivesse mais de um capítulo, a história poderia ser melhor distribuída e beirar um masterpiece à lá Watashitachi no Shiawase na Jikan. Mesmo assim, é surpreendente que a história consiga se desenvolver de maneira satisfatória e que ainda consiga ser finalizada decentemente.

O tamanho do mangá é o único ponto claramente prejudicial à série, que nem chegou a abusar do drama, como as doses cavalares em Watashitachi no Shiawase na Jikan. Fuyu no Hana provavelmente seria mais dramático e envolvente se fosse maior.

Mas este é um ótimo mangá. A arte nem precisa de tantos comentários, certo? Lindíssima do começo ao fim. As mudanças físicas dos protagonistas com o tempo são visíveis, ainda mais quando a mesma cena se repete em vários momentos. (Leiam para entender)

Uma boa história e um bom desenvolvimento para apenas trinta e quatro páginas. Apesar do pouco espaço para formar uma trama mais intensa com momentos melhores distribuídos por seus capítulos, Fuyu no Hana é muito bom. Recomendado.

Review: Watashitachi no Shiawase na jikan

“Não existe obra que possa ser chamada de perfeita”, quem fala algo do tipo certamente nunca leu Watashitachi no Shiawase na Jikan (Nossos momentos de felicidade). Não existe palavra que possa representar a qualidade deste mangá.

O encontro de duas pessoas que mudariam uma à outra para sempre estava para ocorrer. Mutou Juri é culpada por sua mãe que teve problemas em uma mão devido ao parto, e teve que parar de tocar piano. Por causa disso Juri tornou-se uma pianista. Uma pianista promissora que largou sua carreira devido à infelicidade de sua vida e tentou suicídio por três vezes. Yuu é um assassino. Foi sentenciado à pena de morte por matar três pessoas. Não contarei mais sobre ele porque acho que vocês devem descobrir lendo.

O encontro entre os dois acontece quando Juri vai ajudar sua tia, Monica que cuida dos condenados à morte. Já pulando um pouco na história, devo dizer que Juri passa a visitar Yuu todas as quintas-feiras, com ajuda do diretor do presídio, Jirou Inoue. A partir daí começa a surgir um belo vínculo entre as personagens.

Ao longo de seus oito capítulos, compilados em apenas um volume, Watashitachi no shiawase na jikan se prova uma obra magnífica. O clima de melancolia da série é impressionante e faz o leitor se sentir num outro ambiente. Com essa sensação presenciamos cenas com reflexões sobre a vida e outras de cortar o coração.

Falando em cortar o coração, as histórias dos protagonistas (principalmente do Yuu) são tristes e bem trabalhadas. Aliás, o primeiro capítulo do mangá é bom, mas a partir do segundo as melhoras são visíveis. O desejo de vida ou morte dos protagonistas é retratado de maneira tocante.

Impressionante como em oito capítulos nós somos tocados pela bela história, tudo se desenvolve de maneira fantástica. Se você for mais sensível a cenas tristes, tenha a certeza de que cachoeiras surgirão em seus olhos ao longo do mangá.

A arte fica a cargo da mesma artista de Hoshi no Koe (que possui um texto no blog, escrito pelo Luki) e combina perfeitamente com a história. Desenhos belíssimos que nos permitem visualizar cenas lindas e emocionantes. Excelente.

Suicídio e motivos para viver são temas presentes em grande parte da obra. Podemos dizer que este mangá é uma bomba emocional, impossível lê-lo como qualquer outra série. A conclusão da história também é belíssima.

As personagens são perfeitas. Juri e Yuu cativam o leitor desde o começo. E as menos importantes, como Inoue e Monica também são excelentes.

Quanto pior o pesadelo, melhor será o choque com a realidade. Com essas palavras defino a história de uma das melhores obras já feitas. Sempre haverá alguém para ajudar e ser ajudado, sempre haverá alguém para lhe proporcionar momentos felizes. Watashitachi no shiawase na jikan é perfeito. Mais do que recomendado.

Recomendação da Semana: Hoshi no Koe (Voices of a Distant Star)

Serei (ou tentarei ser) um pouco mais direto dessa vez.

Hoshi no Koe é um mangá desenhado por Sahara Mizu (a mesma que fez o elogiadíssimo Watashitachi no Shiwase no Jikan), baseado no OVA original produzido por Makoto Shinkai, e foi publicado na revista Afternoon (Que contém, entre outras coisas, Ah! My Goddess e Vinland Saga), revista seinen da Kodansha. Só possui um volume.

A história se passa em um futuro alternativo, em que a humanidade descobriu a presença de aliens (chamados Tharsians), e envia varias pessoas selecionadas ao espaço para confrontarem esses aliens. Mikaku foi uma das escolhidas e tem que participar da resistência, enquanto deixa pra trás seu planeta, incluindo seu melhor amigo e garoto que ela amava, Noboru.

Apesar de incluirem aliens, elementos de sci-fi e coisas do tipo na história, o foco dela passa longe disso. É uma história de romance entre duas pessoas que foram separadas, e ficam a distâncias cada vez maiores, só tendo mensagens de texto, que demoravam cada vez mais para serem recebidas, pra se comunicar.

O traço da autora é muito bonito, e dá o clima perfeito a história. A narrativa é bem tocante, com algumas cenas que são realmente muito bem-feitas. O enredo flui muito bem nesses poucos capítulos, a preparação pra cena final é muito bem construída. Os dois protagonistas também são muito bem construídos, a vida de cada um e suas angústias são feitas de forma fantástica

Em resumo, é uma história de romance tratada com seriedade e beleza, sem chegar PERTO de ter algum fanservice. Uma leitura rápida, e que é  difícil de se arrepender de ter feito. Se você quiser ler um romance mais sério, mas ainda assim emocionante, leia. O mangá foi publicado pela editora Panini, e em uma ótima qualidade. Recomendação feita.