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Review: O Livro do Cemitério (The Graveyard Book)

livrodoEsta é a minha primeira vez escrevendo sobre um livro. Paciência, então, vos peço. Espero que gostem. O livro escolhido para o meu debut no ramo foi O Livro do Cemitério (The Graveyard Book), escrito por Neil Gaiman (o homem por trás de Sandman e Coraline) e ilustrado por Dave McKean.

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Recomendação da semana: Fuan no Tane

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Olá, queridos leitores, Schin aqui. Hoje irei recomendar um mangá de terror um pouco diferente – Fuan no Tane (Seeds of Anxiety), de Masaaki Nakayama.

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Especial Halloween – Suehiro Maruo: erotismo e violência em prol da arte


31 de outubro, o Halloween. Para um brasileiro comum, uma data qualquer, para um blogueiro amante de obras fictícias com toques de horror e fantasia, uma ótima ocasião para postar algum texto temático. No Mangathering são dois posts, hein? Hoje vocês já devem ter lido (ou deveriam) o meu texto sobre Panorama do Inferno, de Hideshi Hino, e para tornar este dia ainda mais bacana, vos apresento o peculiar Suehiro Maruo!

Este texto vai explicar um pouco do estilo curioso de fazer quadrinhos ao qual este grandioso autor segue, e comentar suas três obras lançadas no Brasil pela Conrad: Ero-Guro: O erótico grotesco de Suehiro Maruo (Ultra-Gash Inferno); O Vampiro que Ri; e Paraíso: o Sorriso do Vampiro. Mas antes de qualquer coisa, devo alertar: Maruo não é para qualquer um. Leia o resto deste post

Recomendação da semana: Voices in the Dark (Yami no Koe)

Hoje a recomendação deveria ser feita pelo Lucas, mas devido ao grande apelo popular (Poxa, eu recomendo coisas melhores…) decidi dar um aperitivo aos meus queridos fãs (?). Nada melhor do que recomendar Junji Ito, não?

Voices in the Dark (Ou Yami no Koe) é uma coletânea de sete one-shots do consagrado autor de mangás de horror. Como são várias histórias diferentes, comentarei a obra como um todo, e algumas que me agradaram mais especificamente, como fiz com Flesh-Colored Horror, também do Junji Ito. Leia o resto deste post

Recomendação da semana: Mahou Gyoushounin Roma

Mahou Gyoushounin Roma é um mangá publicado na Shonen Sunday mensal desde 2009. É dele que falarei na recomendação de hoje.

Por enquanto temos poucos capítulos dessa série disponíveis, tanto em português quanto em inglês, mas mesmo assim é possível ter uma noção de como é o mangá.

Mahou Gyoushounin Roma conta a história de uma bruxa chamada Roma, que junto ao seu parceiro Mino, está à procura de “desejos humanos”. Para isso eles procuram por pessoas que nutrem um grande desejo dentro de si.

Você provavelmente não deve estar entendendo a história. Espero que agora ela fique mais clara. Para poder obter esses desejos, Roma oferece às pessoas artefatos mágicos. À primeira vista tais itens são perfeitos, e atendem aos desejos do usuário sem qualquer problema. É obvio que não é assim. Rapadura é doce, mas não é mole, não.

Os objetos cedidos por Roma e seu parceiro costumam ajudar as pessoas, sim. Mas ao mesmo tempo têm seus defeitos e
limitações, parecidos com efeitos colaterais.

A história é contada de maneira episódica, em cada capítulo somos apresentados a um personagem, o seu desejo e o artefato que lhe será oferecido. Não é da maneira que eu gosto, mas Roma é uma exceção. Muitos já começaram a reclamar após pouco mais de dez capítulos traduzidos, mas isso ainda não me incomodou. Claro, se continuar dessa maneira por muito tempo, sem se focar na protagonista da série, vai cansar.

Infelizmente, Roma e o seu parceiro não têm tanto espaço para o desenvolvimento devido à maneira como a história é contada. Mas eu acredito que logo o autor conte mais sobre a protagonista da série. A arte me agrada bastante, é um pouco genérica, mas é bonita.

Recomendo este mangá porque sua leitura é agradável e rápida. Mahou Gyoushounin Roma diverte o leitor mostrando vários objetos mágicos e situações diferentes. Aguardo mais capítulos.

Série temática do Mangathering #1 – Como tudo começou [4/4 – Daisuke e Yu Yu Hakusho]

Mais um post da Série temática do Mangathering de fevereiro. O tema desse mês, como vocês já devem saber, é “Como tudo começou”, isto é, escrevemos sobre o primeiro anime que nos fez interessar o mundo dos animes e mangás. Acredito que todos conheçam a série da qual falarei. Se não for o seu caso, você provavelmente hibernou durante as últimas duas décadas.

Um dos maiores clássicos da história, sem dúvidas. Yu Yu Hakusho foi baseado no mangá de Yoshihiro Togashi (Hunter x Hunter, Level E) publicado na Shonen Jump entre 1990 e 1994. E então, conhece?

Este texto será diferente das reviews ou das recomendações semanais, aqui não me aprofundarei tanto nos quesitos técnicos da série, mas sim no que ela representa para mim. Espero que tenha dado para entender.

A história todo mundo conhece, espero. Mas mesmo assim, recordar é viver. Yusuke Urameshi é um típico bad-boy, daqueles que as pessoas nunca imaginam fazer algo de bom. Eis que um dia o protagonista vê que um garoto está prestes a ser atropelado, e tenta ajuda-lo. Ao fazer isso Yusuke é atropelado em seu lugar, e morre.

Como eu disse, ninguém imaginaria que alguma boa atitude viesse do jovem, nem mesmo os habitantes do mundo espiritual. A guia espiritual Botan avisa a Yusuke que a criança que ele salvou não morreria, e lhe dá a chance de reviver após completar algumas tarefas. Botan foi enviada à serviço de Koenma, de quem é assistente. Aparentemente um pirralho mimado, Koenma é muito mais do que isso, o mesmo é filho do líder do mundo espiritual, e tem grande importância, tanto neste mundo quanto no decorrer da série.

Yusuke tem um grande rival, Kazuma Kuwabara, o bobão da série, e tem grande afeto pela jovem Keiko. Ambos têm importância nas tarefas realizadas pelo rapaz para voltar a vida.
Como esperado, Yusuke volta à vida, mas ele tem que atuar como um detetive espiritual. Isto é, realizar missões cujo foco é caçar youkais, demônios do outro mundo. Sob as ordens de Koenma, Yusuke realiza algumas tarefas, que compreendem a primeira temporada do anime.

Dessas tarefas, duas se destacam. Em uma delas Yusuke tem que conseguir três objetos importantes que foram roubados. São três criminosos. Um deles não tem importância no decorrer da série, então vou ignorar. Os outros dois são personagens importantíssimos, que vão figurar no grupo de protagonistas. São eles os youkais Hiei e Kurama.

Kurama é um rapaz calmo, sereno. Ele tem seus motivos para participar do roubo, motivos convincentes e bem explicados. Hiei é… Bom, como posso falar dele? Hiei é o personagem mais badass da história! Muitos devem achar que ele é apenas o trevoso revoltado do grupo… E ele é! Mas é muito mais do que isso. Hiei é carismático, Hiei é o melhor nessa joça, Hiei é… Hiei! (Surtos de fanboy, afinal, no mundo dos animes e mangás, ele é o meu segundo personagem masculino favorito)

A outra tarefa é procurar um youkai perigoso no teste proposto por Genkai para escolher o seu novo discípulo. Genkai é uma senhora de muito poder espiritual, que fez com que os candidatos passassem por vários testes. Ela é outra personagem importante.

Para outra missão de Yusuke, o grupo de protagonistas já estava decidido. Além do detetive espiritual, Kuwabara, Hiei e Kurama formam um quarteto no mínimo lendário. Yu Yu Hakusho conta com um dos melhores grupos de protagonistas já vistos, sem dúvida alguma. Não falarei desta missão porque ela não tem tanta importância quanto à apresentação dos personagens. Mas é importante no contexto da primeira temporada.

Yusuke é um dos melhores protagonistas de battle shonens já vistos, Kuwabara é o bucha da história, Kurama é o inteligente e calmo do grupo e Hiei é o badass do grupo. Olhando por esse lado, pode até parecer clichê. Mas se levarmos em conta a época em que a Yu Yu Hakusho estava sendo lançado (tanto como anime como mangá) perceberemos que este é um mangá que influenciou vários outros mangakás e que de certo modo criou alguns clichês.

Yu Yu Hakusho é uma aula de como fazer um bom shounen de luta. Melhor do que grande parte das séries do gênero atualmente. “Tá pensando que berimbau é gaita?”

Esta primeira temporada é uma espécie de introdução à série, a partir da segunda que “o bicho pega”. A saga do torneio das trevas é, provavelmente, a minha favorita. As outras duas que a seguem cronologicamente também são muito boas. Embora a última saga pareça um pouco corrida.

Agora eu paro de falar da história, e falo do porquê da obra ter me marcado, acho.
Acredito que a maioria das pessoas assistiu o anime de Yu Yu Hakusho pela primeira vez na televisão. Provavelmente na Manchete ou no Cartoon Network. Se não, você não deve ter tido uma boa infância.

Eu assisti no Cartoon Network. E alguns anos depois revi a série na internet. Sem Yu Yu Hakusho eu provavelmente não estaria aqui, escrevendo para o Mangathering.

A dublagem brasileira da série (a do Cartoon pelo menos) foi algo extremamente marcante. Se formos ver alguns episódios neste momento, vamos rir muito dos termos usados. Quem nunca soltou uma gargalhada com as broncas de Koenma no assistente dele? E as frases memoráveis de Yusuke, como “Para o bonde que a Isabel caiu!” também não ficam atrás.

O anime não é perfeito se tratando de arte e animação, mas não chega a ser ruim. Se levarmos em conta que o anime estreou em 1992, são fatores que chegam a ser impressionantes. As músicas da série também me agradam muito, e carregam doses cavalares de nostalgia. Me refiro às versões originais mesmo. Todos se empolgam com um “Arigatou Gozaimasu!”, não?

Os personagens são muito bons! Do grupo de protagonistas, Kuwabara é o mais “raso”, mas mesmo assim é um ótimo personagem que acrescenta muito à trama (Talvez nem tanto, pelo menos não na última saga). Como já disse, Yusuke é um dos melhores protagonistas de battle shonens, ele é completamente carismático e envolvente! Hiei e Kurama têm boas histórias e são um espetáculo. Principalmente o primeiro, o baixinho do terceiro olho, o Jagan.

Espero que tenham gostado desta nova série do blog. Yu Yu Hakusho é, até hoje, um dos meus animes favoritos. É excelente! De fato, foi este anime que me introduziu ao mundo dos animes e dos mangás. Afinal, “Não conheci o outro mundo por querer!”.