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Recomendação da Semana: Higurashi no Naku Koro ni

prank

Olá, queridos leitores! Schin aqui, fazendo nossa recomendação semanal a vocês.

Quem leu meus outros posts deve saber que eu gosto bastante de um terror mais psicológico, perturbador. Minha recomendação de hoje cai nessa categoria. Mas, dessa vez, não é de mangá que eu vou falar.

  Leia o resto deste post

Série Temática do Mangathering #1 – Como tudo começou [3/4 – Lucas e Jigoku Shoujo]

Yami ni madoishi awarena kage yo
Hito o kizutsuke otoshimete
Tsumi ni oboreshi gou no tama
Ippen shinde miru?

É minha vez.

Jigoku Shoujo não foi o primeiro anime que eu vi, nem mesmo o primeiro que eu vi pela internet (Vi Death Note antes). Mas foi o que me impulsionou a conhecer outras obras, discutir sobre elas, procurar informações… Sem ter visto esse anime esse blog não existiria.

Eu conheci o anime pelo Animax, viajando nas férias. Tinha algum conhecimento da palavra “anime”, então, quando vi esse canal, fui correndo por lá, e estava começando isso. Achei a sinopse maneira demais e decidi ver. Adorei, e decidi baixar o anime. Decisão que não me arrependo nem um pouco. Só como curiosidade, foi em janeiro de 2009. Eu tinha 11 anos. A série tem 78 episódios divididos em três temporadas

Existe um boato que existe um site que só pode ser acessado a meia noite, chamado Jigoku Tsuushin (Correspondência do inferno, algo assim). Se você acessá-lo, e dar o nome da pessoa de quem quer se vingar, a Hell Girl (Ou Jigoku Shoujo, que significa exatamente a mesma coisa, “Garota do Inferno”), junto de seus três ajudantes, aparece pra se vingar do indivíduo pra você, o levando pro inferno. Porém, quando você se vinga de alguém, duas covas são abertas. Quando você morrer, irá pro inferno também.

Cada episódio (Até o finalzinho de cada temporada) conta a história de um personagem, o que aconteceu pra ele querer se vingar, ele contatando a Jigoku Shoujo, e ponderando sua decisão. Por mais que o preço a se pagar pareça muito alto, em alguns casos a situação na qual o foco da história parece ser tão desesperadora que você começa a pensar que é a única solução. (As vezes, parece que se vingar de alguém te liberta dos problemas que foram causados por essa pessoa)

A fórmula padrão de mudar a história começa a variar depois de um tempo, de formas bem interessantes. Algumas vezes, o ponto de vista vai de quem vai ser vingado, ou dos assistentes investigando… pode parecer que é uma pessoa que vai mandar a outra pro inferno, e é outra… Os motivos podem ser bastante justificaveis, ou totalmente aleatórios…

Depois de alguns episódios, a série adquire dois novos personagens, um jornalista e sua filha, que começam a procurar saber sobre esse boato, e tentar impedir as pessoas de “puxarem a corda” (Você recebe um boneco de palha com um laço amarrado, para concretizar a vingança basta desamarrá-lo), com ambas as histórias se juntando no final, que tem o grande avanço no plot, com um grand finale de um arco de 3 episódios, que revela a  história da Hell Girl (Esquema repetido na Season 2, a 3 é um pouco mais contínua).

A segunda temporada segue o mesmo estilo, dessa vez com episódios se aprofundando na história dos assistentes da Ai, e com uma sequencia final de episódios incrível, e mais algumas revelações (Sério, revi essa parte muitas vezes), com um ritmo de ação grande e sensação de tensão, que eu adorei. Eu não conseguia parar de ver, falando sério! A season 3 tem um plot mais contínuo, com a ideia geral da temporada aparecendo no primeiro capítulo (Vou tentar não falar muito da história das outras temporadas)

Muitas pessoas tiveram aquela sensação de “sou foda, estou lendo uma obra mais séria” com Death Note. Eu não, tive com Jigoku Shoujo. Eu era bem novo, mas a série tinha vários elementos mais “maneiros” pra me manter assistindo, como várias catchphrases, cenas recorrentes, umas partes mais ou menos de “terror” (A “vingança”, nos primeiros episódios, mostra o protagonista em um tipo de alucinação amedrontadora causada pela Hell Girl + assistentes)…

As histórias de vinganças eram sempre interessantes… revoltantes, tristes, estranhas… E com a fórmula do episódio mudando levemente, apesar do clima totalmente episódico, você sentia uma vontade de continuar assistindo.

Eu lembro que foi a primeira obra que eu debati no orkut, procurei teorias…. e acompanhei a terceira temporada, vendo os episódios semanalmente (Ou quase, o fansub atrasava)

Pode parecer que Jigoku Shoujo é quase um alerta de: “A humanidade é uma merda, olha aí” no começo, mas na verdade… ela simplesmente mostra muitas.. facetas. Em vários casos, o laço não é puxado, em vários casos, alguém parece ser uma boa pessoa e é realmente obrigado…. você pode tirar suas conclusões a respeito de cada caso, se era necessário ou não…

Os personagens fixos de Jigoku Shoujo, apesar de não parecerem no começo, são muito bem trabalhados. Com o tempo, descobrimos o passado da Hell Girl e de cada um dos assistentes, e são todos incríveis (A história, o que aconteceu com eles é uma merda). É muito bom ver a devoção deles a Enma Ai (Eu ainda não mencionei, mas esse é o nome dela), e os motivos…

A segunda temporada é minha favorita por causa desse aprofundamento dos assistentes, e o arco final, que dura cinco episódios, é realmente uma das minhas partes favoritas de qualquer anime mangá. É muito bom, e não consegue fazer você parar de ver. E o final é perfeito, realmente. Por isso, eu fiquei um pouco decepcionado quando soube que haveria uma terceira temporada. O final da segunda termina tudo tão bem!

A terceira temporada não é ruim, e tem um dos melhores episódios da série (O passado de um novo assistente da Ai), mas… ela é inferior, e não tem uma plotline que acaba parecendo mais forçada que a das outras. Apesar de ter uma continuidade bem maior, o que é interessante, ela acaba não sendo muito boa. Mas eu ainda gosto, bastante.

É uma série muito boa, e que mesmo depois de muitas outras, ainda é uma das minhas obras relacionadas ao universo otaku favoritas. Tenho um carinho especial. Eu ficava decorando as frases que são recorrentes em cada episódio (São VÁRIAS), falava toda hora disso… Eu comecei a rever para fazer esse texto, e continuo gostando tanto quanto antes.

É uma série marcante pra ser o começo, pela plotline bem mais séria, cenas mais “macabras”, várias mortes e cenas de tortura psicológica… É algo que impressiona pra quem está começando. “Também tem animes asssim?”

Um dos meus animes favoritos, sem dúvida.

PS: As duas primeiras aberturas são ótimas

PS²: O anime tem uma versão em mangá, publicada nos Estados Unidos por completo. Se se interessar…

PS³: EXISTE um site que só pode ser acessado a meia-noite. http://jigokutsushin.de Quer arriscar?

Pobre sombra perdida na escuridão…
Por ferir e desprezar as pessoas,
Sua alma maculada afoga-se na culpa.
Quer saber… Como é a morte?”

Série Temática do Mangathering #1 – Como tudo começou [2/4 – Danilo e Giant Killing]

É isso mesmo que vocês estão vendo leitores mais assíduos. Sou eu mesmo, Danilo Apple’s, o membro misterioso do blog, aquele nome escurecido ali do lado. Resolvi sair das trevas (literalmente, eu nem to em casa agora) pra me apresentar e ter uma participação um pouco mais ativa por aqui (ah, e claro, parar de ser zoado como estagiário, o bullying rola solto em doses cavalares aqui no blog).

Bom, diferente dos outros membros, não vou inventar nomes bonitos, podem me chamar de Danilo mesmo. A principal coisa que precisam saber sobre minha pessoa é que, dos membros do Mangathering, sou o menos otaku, vi/li muito pouca coisa até então, estou entrando nesse mundo agora. Claro que animes famosos como Pokémon, Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco, Digimon, etc.. fizeram parte da minha infância. Mas na minha mente infantil, eles eram tão desenhos quanto os americanos, pra mim era a mesma coisa, não os via como arte japonesa. Só vim a ter essa noção de animes/mangás há pouco tempo e só vim a realmente me interessar por algo há menos tempo ainda. E é justamente sobre isso que iremos falar hoje: a primeira obra que me cativou, que me incentivou a entrar nesse mundo. E essa obra foi Giant Killing.

Giant Killing é um anime (e também um mangá, mas falarei apenas do anime) basicamente sobre futebol. Mas não envolve bolas pegando fogo após chutes estupidamente potentes ou passes mágicos. Na verdade, pouco envolve o futebol em si, o jogo, ações de campo, apesar de algumas de suas cenas mais emocionantes se passarem em jogo. É muito mais voltado para o backstage, para as táticas e relacionamentos dentro de um clube de futebol. Isso foi uma das coisas que mais me cativou nele, a realidade mostrada, analisar os desfechos de algumas situações, as táticas utilizadas e é claro, os resultados dos jogos. Apesar das cenas de jogo não serem de altíssima qualidade, dá pra ter uma boa noção de como está o jogo e é claro, torcer fanaticamente pela E.T.U.. Bom, me empolguei e acabei adiantando informação do próximo parágrafo: a história do anime.

Vamos à história. Então, o enredo gira em torno da história do clube E.T.U. (East Tokyo United), uma equipe que havia sido uma das mais populares do Japão mas, após a saída de alguns de seus principais jogadores para o exterior, entra em completa decadência, caindo inclusive de divisão. O principal culpado pela torcida é Takeshi Tatsumi, o principal jogador da equipe, que resolve atuar no futebol inglês. Passam-se vários anos, o time consegue, graças ao capitão da equipe, Murakoshi, o “mister E.T.U.”, apelido recebido pela torcida, voltar à primeira divisão e se manter por um ano. Porém a manutenção na elite não foi fácil. O clube passou por diversas mudanças de técnicos e jogos complicados. Uma nova temporada começava, após a manutenção na J-league. A direção queria uma mudança e um novo técnico era necessário, mas um diferente dos últimos, um com um diferencial. E é então que Goro, diretor e ex-jogador da E.T.U, resolve fazer algo que parece loucura, além de extremamente arriscado: trazer Tatsumi de volta à E.T.U, agora como técnico. Na minha opinião, a chegada de Tatsumi ao clube é uma das melhores cenas. Tatsumi é um personagem interessantíssimo, um dos melhores que eu já vi serem criados. Ele transpira auto-confiança sem deixar de parecer um ser humano, sem ser extremamente arrogante. Quando você pensa que ele está completamente errado, ele mostra que tudo estava dentro dos planos. Mas algumas vezes as coisas saem do controle e isso eu achei muito legal, vê-lo lidar com essas situações complicadas.

Bom, descrições à parte, voltemos à história. Apesar da relutância de parte da diretoria e de grande parte dos poucos torcedores que sobraram, Tatsumi assume a equipe. E é daí a história começa a tomar forma e ficar emocionante. Eu não quero de forma alguma estragar a surpresa para quem pretende ver o anime ainda, por isso farei um resumo rápido dos outros três principais personagens da história: Gino, Tsubaki e Murakoshi.

Gino é o cérebro do time. É um jogador extremamente técnico, de passe extremamente refinado, ótimo em bola parada e com incrível visão de jogo, um típico “camisa 10”. É bastante egocêntrico, chegando a ser até algumas vezes fominha, mas raramente errando algo.

Tsubaki é um jogador que vem da base, mais pra compor o fraco elenco do que pra qualquer outra coisa. Mas após Tatsumi observar sua velocidade e resistência extraordinárias, o banca no time titular, apesar dele não ser muito conhecido por ninguém. Mas Tsubaki se mostra um jogador muito diferenciado. Não pela técnica, mas sim pelo seu poder de decisão. Como diz Tatsumi em determinada ocasião, Tsubaki pode errar 10 vezes uma coisa, que quando a acertar uma vez, a acertará de um jeito que ninguém vai esquecer, no momento certo.

Outro personagem muito interessante é Murakoshi: É o capitão e jogador mais querido pela torcida da E.T.U.. Sua determinação o fez levar seu time de volta à primeira divisão. É um personagem quieto, bem naquele estilo durão, com extrema liderança dentro do grupo, chegando a algumas vezes até influenciar nas táticas do time nos momentos de maior crise da equipe. Um jogador que “vestia a camisa” por completo.

E esse é o primeiro post do especial de primeiras obras. Giant Killing: uma obra que me fez adotar um novo time rubro negro em meu coração, a E.T.U.. Tenho ótimas lembranças dessa primeira experiência e estou aqui a espera de uma continuação pra esse anime emocionante do início ao fim. Talvez eu não entenda muito de animes/mangás, mas sou grande fã de futebol, e nesse quesito, Giant Killing é bastante bom.