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#Mangathering1ANO Review: Ibitsu

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Ibitsu, ah, Ibitsu. Apresento-lhes uma de minhas cartas na manga.

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Recomendação da semana: Over Bleed

Primeiramente, peço desculpas pela falta de recomendações semanais ultimamente; nós estamos em trimestre –porque chamar de “semana de provas” é bondade demais quando a mesma se estende por quase um mês- de provas. Mas a seção volta com chave-de-ouro, com o redator favorito docês, eu, euzinho, eu mesmo…!

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E, para isso, nada melhor do que trazer um bom mangá, né? Cá estou eu com Over Bleed (ou Gekiryuuchi), publicado na Young Gangan (Ubel Blatt, Arakawa Under the Bridge, Ibitsu (<3)) e de autoria duma dupla de coreanos (argh) muito sapeca.

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Review: Manhole, de Tsutsui Tetsuya

Bem… olá a todos mais uma vez, este que vos fala é o Luki (Ou L., whatever). Farei outra review aqui hoje, dessa vez a respeito do mangá Manhole.


Eu também tenho a pretensão de falar de alguns mangás mais undergrounds (Eu tenho uma definição totalmente arbitrária do que é underground, mas existe uma definição exata?) nas reviews, para apresentar obras que gosto, e isso vai começar com a minha obra favorita de um dos meus autores desconhecidos favoritos, Manhole, de Tsutsui Tetsuya.


Manhole é um mangá de horror/mistério que foi publicado na revista Young Gangan (A mesma de mangás como Bitter Virgin, Arakawa Under the Bridge e Bamboo Blade (Sim, essa revista é bizarra demais)) em 2006, durando 3 volumes (E é a maior obra dele, pelo que consegui descobrir).


Manhole começa de uma forma bem… memorável. Uma cidade está vivendo sua rotina, pessoas caminhando, vendedores anunciando produtos… quando sai de um bueiro um homem totalmente nu. Os cidadãos, claro, ficam em estado de choque. Um jovem, ouvindo música e olhando seu celular, não presta atenção nisso e esbarra no tal homem, que em seguida, vomita nele. O jovem, em pânico, empurra ele e sai correndo. Após isso, na autópsia e em investigações, é descoberto que o homem tinha um verme, um parasita, vivendo nele, e que ele tinha sido enviado para um “instituto”, e indícios diziam que o verme tinha sido implantado nele lá. Então, a história se desenrola, com a dupla de policiais protagonistas investigando o crime, enquanto a polícia/departamento de saúde tem que evitar a epidemia.


A história prossegue um ritmo calmo, enquanto somos apresentados aos elementos do enredo. O clima da história é bastante bom, é condizente com o que está acontecendo sem ser muito obscuro. A série consegue até ser uma obra leve em alguns momentos. Mas quando necessário, o autor consegue dar a seriedade necessária à situação. Os rumos que a história toma são bons, fazem você continuar interessado no enredo. O final da história é bem resolvido, também. É uma história bem-feita, com vários bons momentos, de uma leitura  fácil, em que poucas coisas da história podem realmente incomodar.


 A dupla de protagonistas é muito boa. Não são aqueles personagens que você vai louvar eternamente, com frases de efeitos, demostrações de “fodice” (Apesar de que quando necessário, eles vão protagonizar boas cenas) são só agradáveis e bem construídos, e as interações entre eles são bem divertidas.


A parte de “horror” da série não é tão grande. Se resume só a algumas cenas um pouco “gore”, e dependendo do leitor, o pensamento de “E se essa epidemia acontecesse?”, que pode ser bem assustador ao pensarmos um pouco mais nisso. Quanto a arte, ela é irregular em alguns momentos, mas no geral é boa e transmite bem o que a cena quer passar. Os character designs são simples, mas bons.


Talvez o principal “defeito” da obra (não para mim), seja a falta de algo a mais. Ela não tem uma profundidade muito grande, não tem cenas muito épicas, momentos emocionantes, mindfucks, plottwists intensos… Nada do tipo. Ela é simplesmente uma ótima história de mistério, com boas ideias, muito bem-feita, como é o padrão desse autor. Os 3 volumes podem ser lidos de uma tacada só, é uma boa pedida quando quiser ler algo do gênero. Ela não tem nenhum diferencial íncrivel, além de ser uma boa história, mas isso não é o bastante?

Vale a pena ler. Ele está disponível em português na Chrono, já concluído.

PS: Se alguém já leu Reset, do mesmo autor, o protagonista masculino da obra faz uma participação nessa.

Lucas “L.”