Review: Bakuman

Acabou. Finalmente, acabou. Lá se vai um dos meus mangás favoritos. 176 capítulos que flecharam o meu coração.

Pois é, finalmente Bakuman, da dupla Ohba e Obata (de Death Note), que era publicado na Shonen Jump desde 2008, chegou ao seu fim. Antes da review, já adianto: Sou extremamente fanboy desta série que me acompanhou por quase toda a minha “vida otaku”.

No começo, somos apresentados ao jovem Mashiro Moritaka, de 14 anos, que vive uma vida sem graça, e que acredita ter de se conformar em virar um “salaryman”, um empregado de escritório. Além disso, Mashiro desenha muito bem (Por influência de seu já falecido tio, Mashiro Nobuhiro, que era um mangaka), e é perdidamente apaixonado pela bela Azuki Miho, sua colega de classe.

Certo dia, Mashiro esquece o seu caderno, com seus desenhos (Inclusive da própria Azuki), na escola. Ao voltar para busca-lo, encontra Takagi Akito, o estudante com as melhores notas da classe, com o caderno em mãos. O rapaz se mostra impressionado com o talento de Mashiro, e o convida para fazer um mangá com ele. O garoto fica relutante quanto a isso.

Passado esse episódio, Takagi faz com que Mashiro o acompanhe até a casa de Azuki, e avisa à garota que os dois trabalharão juntos para fazer mangás. A garota, que tem o sonho de se tornar uma dubladora, fica contente com a notícia. Aí, Mashiro junta toda a sua coragem e pede Azuki em casamento. Estranhamente, a garota também era apaixonada por ele. Mas para eles se casarem, seus sonhos terão de se realizar. Isto é, um mangá da dupla deveria ganhar uma adaptação para anime, e a garota deveria fazer parte do elenco de dublagem. Sem contar que eles não poderiam se encontrar até que seus sonhos se realizassem.

A partir daí, Bakuman narra a batalha de Takagi e Mashiro por uma série de sucesso na popular revista Shonen Jump. Vários outros acontecimentos e personagens importantes nos são apresentados. Mashiro busca a aprovação de sua família, que já sofreu demais com a perda do seu tio, para ser um mangaká, e ganha de presente o estúdio do falecido autor.

Miyoshi Kaya, melhor amiga de Azuki, é integrada ao grupo de protagonistas, para formar um casal com o roteirista da dupla. Aliás, é ela quem ajuda a definir um pseudônimo para eles, que passa a ser Ashirogi Muto. Além dela, vários editores e autores tornam-se importantes para a trama. Como por exemplo, o primeiro editor da dupla, Hattori e o jovem gênio mangaká Niizuma Eiji, que se torna um dos rivais dos protagonistas. Outra coisa interessante do mangá é mostrar como funciona uma revista como a Shonen Jump.

Em alguns momentos a série sofre daquele mal típico de séries da Jump, se prolongar demais. Mas eu, particularmente, achei isso bom. Eu sou uma das únicas pessoas que admira mais de 98,9 % das partes do mangá. Talvez meu fanboyzismo excessivo me faça ver flores onde não existem. Pois é, eu amo Bakuman, amo mesmo, talvez de maneira exagerada.

Uma coisa que eu gosto bastante em Bakuman é o fato de podermos conhecer um pouco das séries criadas pelas personagens, e acho que sempre tive vontade de ler todas, ou quase todas. Aliás, eu adoro o roteiro do Ohba nessa série. Para muitos ele enrola demais, entre outras coisas, mas eu considero simplesmente genial.

Aliás, o elenco de personagens é outro fator que me agrada muito, desde Mashiro, Takagi, Miyoshi e Azuki, os “protagonistas” que são o foco do mangá, até os outros mangakás e editores, como a peculiar criatura representada por Niizuma Eiji, ou um Togashi caricato com toda a sua preguiça no excepcional Hiramaru, o espírito jovem e rebelde de Fukuda, e muitos outros fazem com que o mangá seja incrível da maneira que é.

Algo que me incomoda um pouco no mangá é a irregularidade da arte. Isso mesmo, Obata sendo irregular naquilo que ele faz de melhor. O cara já fez um trabalho de mestre no magnífico Hikaru no Go, mas em Bakuman ele alterna entre bons e maus momentos. No começo da série a arte era ótima, depois foi piorando, e lá pelos 10 ou 15 últimos capítulos melhorou bastante novamente. Só não podemos reclamar das páginas em que a Azuki aparece, aparentemente o Obata gosta bastante dela. Pois é, Ohba e Obata erram bastante, mas quando acertam promovem uma aula de como um mangá deve ser.

Muitos vão discordar de grande parte desse texto, eu sei. Mas opinião é opinião. Bakuman pode não ser a minha obra favorita, mas acho que é a que mais me marcou. Uma das primeiras obras a me deixar viciado, o primeiro mangá que eu acompanhei semanalmente, e muitas outras coisas. Uma das minhas primeiras paixões no mundo dos animes e mangás. Quanto ao final: Poderia ser melhor desenvolvido com um ou dois capítulos a mais, mas foi satisfatório à medida do possível, podia ser bem melhor.

É triste ver um mangá que eu gosto tanto acabar, mas ao mesmo tempo fico feliz que ele não tenha perdido tanto o seu foco e continuado com algo que já estava acabado. Aguardo ansiosamente por outro mangá da dupla Ohba-Obata. Agora é só comprar os volumes lançados pela JBC e acompanhar o anime mesmo. Adeus, meu amado Bakuman.

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Sobre Daisuke~

Amante de cinema (e de arte e entretenimento de forma geral), adora escrever sobre filmes, livros, mangás, etc.

Publicado em abril 19, 2012, em reviews e marcado como , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 5 Comentários.

  1. Cara, você resumiu tudo o que eu vivi em relação a Bakuman!

    “Uma das primeiras obras a me deixar viciado, o primeiro mangá que eu acompanhei semanalmente, e muitas outras coisas. Uma das minhas primeiras paixões no mundo dos animes e mangás.”

    Não cheguei a ver o final ainda, mas é uma das poucas obras que eu pediria “bis” centenas de vezes! 😀
    E, aliás, parabéns pelo artigo!

  2. Antes eu pensava que os mangás não poderiam mais me surpreender, desde Dragonball, não sinto tanta emoção e vontade de assistrir um anime e acompanhar a fundo uma história!Bakuman veio pra mostrar q dá pra fazer um mangá e anime de qualidade sem precisar de lutas e clichês exagerados.Eu amo a Miho !!!!^^

  1. Pingback: #JumpWeekend Review: Sket Dance «

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